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Família tenta inocentar homem assassinado por suspeita de homicídio; investigação apontou outro suspeito

Família diz que Claudio foi assassinado como suspeito do crime. (Foto: Divulgação)
Viúva, mãe, pai e filha de Claudio buscam por justiça. (Foto: Laércio Ribeiro)

Com a divulgação na última terça-feira pelo Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes sobre o esclarecimento do assassinato da estudante Pamela Aparecida da Silva, de 14 anos, em 9 de junho de 2010, em um terreno baldio na Vila Nova Estação, em Braz Cubas, o aposentado Cláudio Oliveira da Silva, de 68 anos, e a sua família afirmaram nesta sexta-feira a O Diário que não têm mais dúvida que o filho dele, o operário Cláudio Aparecido da Silva, de 31 anos, foi executado naquela época pela Polícia Militar sob suspeita de ser o autor da morte e estupro da garota.

Acontece que nesta semana, o delegado titular Rubens José Angelo declinou como autor do crime, o vizinho dos pais de Pamela, Claudionor dos Santos, de 46 anos, atualmente preso por estuprar uma enteada, na Penitenciária de Lucélia, no interior de São Paulo.

Diante das circunstâncias ficou claro para o aposentado Cláudio, a esposa Theresa, a nora Estela, viúva do operário Claúdio, e a filha do casal, a professora Vitória, de 18 anos, Thiago, de 30 anos, irmão do operário, que realmente houve uma execução.

“Nós sempre acreditamos na inocência de nosso filho, ele era trabalhador e honesto, mas de repente depois de quatro policiais militares o matarem a tiros e o denunciarem como autor da morte da garota Pamela, começamos uma luta para limpar o nome dele. Agora, vamos enfrentar outra na Justiça, porém temos mais provas”, detalhou o pai do trabalhador morto.

Família diz que Claudio foi assassinado como suspeito do crime. (Foto: Divulgação)

A família constituiu o advogado José Beraldo e suas advogadas Mylena Brito e Priscila Nascimento para levar adiante o processo. Para Beraldo, “houve um grande engano e queremos apurar e verificar esse erro que resultou na morte de Cláudio. O fato envolveu quatro policiais militares”.

Para o criminalista que no final ainda pretende processar o Governo do Estado e pedir R$ 1 milhão por danos morais, “os exames realizados na vítima Cláudio deram negativo, tanto o residuográfico que não apontou vestígio de prova que poderia comprovar o tiroteio, o DNA de coleta de sêmen e outros”.


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