ALTERNATIVA

Famílias da Chácara Jafet lançam Vizinhança Cordial

Cerca de 500 moradores vão se unir e atuar por melhorias comunitárias e pela boa convivência. (Foto: Arquivo)
Cerca de 500 moradores vão se unir e atuar por melhorias comunitárias e pela boa convivência. (Foto: Arquivo)

Moradores da Chácara Jafet, uma das primeiras regiões a contar com o Vizinhança Solidária, um projeto ancorado em uma parceria com a Polícia Militar para dinamizar as estratégias de segurança pública, lançam amanhã o Vizinhança Cordial, que pretende atuar na defesa dos interesses do bairro, a partir de uma rede de comunicação mantida pelos próprios integrantes da iniciativa.

Coordenadores de ruas da Chácara Jafet pretendem potencializar a estratégia do projeto Vizinhança Solidária, visando atuar na resolução de problemas pontuais, como a conservação e manutenção dos espaços públicos, a exemplo da popular Praça do Oito, e até na busca de conciliação para conflitos de convivência entre os vizinhos. “Será uma maneira para melhorar o relacionamento entre os moradores, com foco no bem-estar das pessoas”, afirma a psicóloga Maria de Salete Boucault, uma das idealizadoras do projeto, referendado pela Associação Amigos do Bairro, a AmaParque.

Amanhã, no lançamento da iniciativa, que mobiliza os moradores e coordenadores de rua por meio do WhatsApp, começa a ser distribuída uma cartilha com algumas dicas e sugestões de boa convivência. O plano é atender cerca de 500 moradores com o projeto, segundo a moradora.

A ideia surgiu a partir dos resultados do Vizinhança Solidária, que reuniu os moradores em torno de um policial, o sargento Nascimento, que recebe informações sobre as ocorrências criminais, além de queixas e reclamações relacionadas à segurança dos moradores, e funciona como intermediador entre a comunidade e as polícias Militar e Civil. “Nós já temos a informação de que os casos de violência reduziram aqui, no nosso bairro, graças ao envolvimento de todos e do sargento Nascimento. E pensamos em ampliar essa ação”, conta a moradora.

E quais serão os objetivos do Vizinhança Cordial? “Dos mais variados”, responde Maria de Salete, elencando, por exemplo, a manutenção da Praça do Oito, um dos espaços públicos mais frequentados da região, que possui o Parque da Cidade, e a conservação das ruas.

Na cartilha, estão especificadas sugestões para a boa convivência como a limpeza das fezes de animais nas calçadas, e a proibição do som acima dos decibéis permitidos pela legislação.

A articulação de moradores dessa região se fortaleceu durante a construção do Parque da Cidade, hoje bem avaliado pela comunidade, mas ainda não considerado como um vizinho cordial, como sublinha a moradora. No caso, o senão se deve aos eventos realizados na área do estacionamento do equipamento público, que provocam transtornos no trânsito do bairro. Apesar disso, o local é bem avaliado. “Ele cumpre bem as suas funções, de oferecer esporte e lazer aos moradores”, observa ela.