CONSCIENTIZAÇÃO

Farmacêutica de Mogi alerta para a circulação de pacientes com suspeita e confirmação da Covid-19

Flavia Caruso notou pessoas com suspeita da Covid-19 indo à farmácia. (Foto: Divulgação)
Flavia Caruso notou pessoas com suspeita da Covid-19 indo à farmácia. (Foto: Divulgação)

O trabalho de farmacêutica levou Flavia Caruso a notar uma situação preocupante durante a pandemia: pacientes com a suspeita ou confirmação da doença estão se deslocando até a farmácia para comprar os medicamentos. Com o alto poder de contaminação do vírus, que ainda é estudado no mundo inteiro, ela teme que a linha de contaminação continue em ascensão na cidade, como nos últimos dias. Já são mais de 500 infectados em Mogi das Cruzes, onde Flavia atua.

Ela conta é de costume conversar com os clientes sobre a necessidade da medicação, a fim de saber quais medicamentos oferecê-los, e muitos deles passaram a contar nos últimos dias que estão com a suspeita ou confirmação, mas apenas com sintomas leves da Covid-19. Ao questioná-los sobre o motivo de estarem circulando nessas condições, as respostas vão desde que não gostam ou não têm a quem recorrer para comprar os medicamentos indicados, e também que já estavam nos equipamentos de saúde, e por isso decidiram buscar pessoalmente na farmácia.

“Os médicos orientam para as pessoas não saírem de casa, manterem o isolamento. Eu acredito que eles acompanham os pacientes de 48 em 48 horas, conforme as determinações, e os pacientes assinam uma notificação de que estão ciente de todos os riscos, mas eu estou vendo que muitos pacientes não estão seguindo essa recomendação. Isso preocupa muito a gente. A gente sabe que anda existem muitas incertezas, mas se sabe que o vírus é muito potente e que referente à transmissão, ela é muito rápida”, destaca.

Para tentar alertar as pessoas com essa situação, Flavia fez uma publicação nas redes sociais em que fala do que tem visto no dia a dia. A farmácia fica no Centro de Mogi e ela vê que as pessoas ainda andam na rua sem máscara, desrespeitando as legislações estaduais e municipais que obrigam o uso do equipamento de proteção, que diminui as chances de contágio.

“Na farmácia estamos seguindo o uso de máscara desde antes do decreto. Quando o cliente não tinha máscara, a gente oferecia a ele uma máscara descartável. Tomamos o cuidado de oferecer álcool em gel e para que eles mantenham o distanciamento necessário, mas é uma consciência que precisam ser comum, estar em todos os cantos. Os indicadores mostram que a situação é preocupante”, conta.

Na vida pessoal, ela diminuiu as visitas aos pais idosos, a mãe com 72 e o pai com 73 anos. Vai até a casa deles só para levar compras e coisas que eles precisam para se manter em isolamento. “A gente que é da área da saúde faz um juramento, e temos a noção de que estamos sujeitos a todas as doenças que possam existir. Eu e o os meus companheiros, a gente toma o máximo de cuidado tanto no trabalho quanto em casa, mas o resultado depende dos outros também”, pontua.


Deixe seu comentário