EDITORIAL

Fato positivo

Uma boa notícia para fechar o ano. A rede de saúde de Mogi das Cruzes dá mais um passo para reduzir o deficit de vagas para o tratamento da doença renal crônica. O Instituto de Nefrologia foi ampliado e passa a oferecer novas 72 vagas para a realização da hemodiálise.

O procedimento trata quem possui a doença renal crônica, patologia que passou a fazer mais vítimas por causa do aumento dos casos de hipertensão arterial e diabete.

Por falta de vagas nos Institutos de Nefrologia de Mogi das Cruzes e de Suzano, uma parte dos moradores das cidades do Alto Tietê ainda precisa ser levada para endereços de municípios mais distantes, como São Paulo. Apenas em Mogi, a Prefeitura transporta 59 pacientes para receber o atendimento em outras cidades.

Com um novo proprietário, a empresa sueca Diaverum, o Instituto de Nefrologia de Mogi das Cruzes aumentou a capacidade para o atendimento de pacientes das redes pública e privada.

Doença silenciosa que dá os sinais, muitas vezes, quando não há mais tempo de se iniciar o tratamento, a falência dos rins é desafio mundial. No Brasil, estimativas preocupam. Uma das pesquisas sobre o comportamento da doença renal indica que entre 29% e 46%, ou seja, quase a metade, das pessoas com mais de 64 anos apresentam a doença.

O diagnóstico tardio reduz as chances de tratamento. Acrescente a isso a dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Em alguns estados brasileiros, a situação é tão crítica que há pacientes que viajam 12 horas por dia em busca de uma máquina que filtre o sangue e garanta a sobrevida. Em estados do Sul e do Sudeste, a situação é menos dramática.

A maior parte das clínicas atende o Sistema Único de Saúde (SUS) e vive em constante alerta por causa dos baixos preços pagos pela tabela governamental. Mais recentemente, hospitais públicos começaram (tardiamente) a atender essa demanda.

Na Região, a atenção à doença crônica começa no início da década de 1990 com as médicas Altair de Oliveira e Silvana Kesrouani, que fundaram os Institutos de Nefrologia de Mogi e Suzano. No ano passado, o serviço foi vendido para o grupo sueco.

Após um ano de atuação, a empresa entregou as obras de ampliação com a oferta de 12 novas máquinas.

Um detalhe mostrado em nossa reportagem carece destaque: a emoção dos pacientes na solenidade de entrega das obras. São eles quem sabem o que significa ter o tratamento diário perto de casa. A doença renal não tem cura. Tratada, o paciente alarga a projeção e a qualidade de vida.


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