EVENTO

Festival traz a Mogi bailarinos renomados

VETERANA Além de jurada do evento, Cecília Kerche ministrou workshop de balé clássico para dançarinos intermediários em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
A embaixatriz do Conselho Brasileiro da Dança, a bailarina Cecília Kerche, é uma das convidadas da 12ª edição do Mogi das Cruzes em Dança. (Foto: Eisner Soares)

Cidades, estados e países para trabalhar”. “Ir embora deve ser apenas uma, e não a única das opções disponíveis para pessoas que estudaram tanto, durante 8 ou 12 anos”.

Mas como tirar essas ideias do papel? “São questões de trabalho e incentivo, que precisam do apoio da prefeitura e da iniciativa privada. Mas o público também é importante e tem a função de cobrar esses setores”.

Cecília também entende que a dança pode beneficiar a comunidade, pois “ninguém assiste a um balé, como ‘Giselle’ ou ‘Lago dos Cisnes’, e sai do mesmo jeito que entrou no teatro”. Ela acredita que a pessoa saia “mais elevada, mais leve, com outro brilho em sua aura, pois as artes líricas são o âmago do ser humano”. Foi este sentimento que ela buscou empregar no workshop ministrado anteontem, dentro do festival, sobre balé clássico de nível intermediário.

Na visão da artista os municípios precisam enxergar com bons olhos iniciativas como estes eventos, pois eles podem “impactar o movimento turístico e hoteleiro, abrindo a possibilidade de um entretenimento que não seja cinema ou futebol”. Em resumo, como Cecíla diz, é preciso que “todos deem a mão” para fomentar a arte.

Programação

As atividades do Festival Mogi das Cruzes em Dança, que tiveram início na última sexta-feira com os workshops de balé clássico de Cecília Kerche e de jazz com Alex Siqueira, seguiram ontem com apresentações competitivas. Hoje acontecem as performances livres, jazz, contemporâneas, sapateado, street dance e dança de salão no auditório do Centro Municipal de Formação Pedagógica (Cemforpe), a partir das 12 horas.

VETERANA Além de jurada do evento, Cecília Kerche ministrou workshop de balé clássico para dançarinos intermediários em Mogi. (Foto: Eisner Soares)

Nesta edição, como conta Regina Cunha, por alguns imprevistos com equipes de Tocantins e Maringá não houve a participação de dançarinos de outros estados, o que “não tira o brilho da competição”. “Temos gente de todos os cantos de São Paulo, e estamos todos muito felizes. O festival é o resultado de uma luta diária, mas que vale muito a pena”, pondera.