A FACADAS

Filho mata pai e diz que não lembra

Polícia apurou que eles passaram o dia de quinta-feira bebendo. (Foto: Divulgação)
Polícia apurou que eles passaram o dia de quinta-feira bebendo. (Foto: Divulgação)

A Polícia Militar foi acionada, na noite de anteontem, para atender uma ocorrência de briga entre familiares, mas no sítio localizado na Estrada  Cruz das Almas, 94, no Jardim Vieira, no Itapeti, próximo aos Sindicato das Costureiras, o cabo Bueno e o policial Garcia, da viatura M-17131, se depararam com uma tragédia. O ajudante geral  Luis Carlos Oliveira Júnior, de 22 anos, havia matado o pai dele, o caseiro Luis Carlos Oliveira Costa, de 46 anos, a golpes de facão no peito. O autor do crime ainda tentou escapar, mas foi perseguido e preso pela Polícia Militar a quem alegou “não se lembrar do que tinha acontecido. Zoaram o meu pai?”.

O motivo da briga seria o excesso de bebida alcoólica. “Eles ficaram bebendo durante todo o dia de quinta-feira”, denunciou o motorista Ismar de Oliveira Santana, de 45 anos, dono do sítio. Ele também esclareceu que ouviu uma gritaria e de repente viu o ajudante Luis Carlos passando por ele, falando que ia buscar um facão para degolar o próprio pai. Sem entender ao certo o que estava acontecendo, Ismar ligou para a Polícia Militar.

O acusado Luis Carlos Júnior foi apresentado ao delegado Carlos Eduardo Chrispim e escrivão Valdir Macedo, de plantão no Distrito Central, que o autuaram em flagrante por homicídio qualificado – meio cruel e à traição. Por matar o próprio pai, o ajudante deverá ter a sua pena agravada. Mas a decisão somente será tomada depois de ele ir a julgamento no Fórum local. Ontem, na audiência de custódia a Justiça decretou a prisão preventiva dele e o mandou para o Centro de Detenção, no Taboão.


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