PRODUÇÃO

Filme independente gravado na região aposta no suspense e terror

PERIGO A produção independente tem cenas gravadas em Suzano. (Foto: divulgação)

O catálogo de filmes independentes produzidos no Alto Tietê tem incluído cada vez mais títulos de diferentes segmentos, estilos e gêneros. E nesta sexta-feira ganha mais uma obra. ‘O Jardim Que Sangrava’, produção de uma equipe formada por pessoas de Mogi e Suzano, dramática e também voltada para o terror, será lançada logo mais às 19 horas, em evento gratuito no Casarão do Carmo.

A sinopse explica que o protagonista, G. S. Allan, é um escritor que teve muito sucesso com seu primeiro livro, ‘Declínio’, mas que o segundo, ‘O Animal de Dentro’, não teve a mesma repercussão positiva. Para tentar se recuperar, durante o processo criativo para uma terceira obra, ele passa a gravar interpretações dos personagens da trama em diferentes situações. Mas após um crime o material cai em mãos erradas.

Em 16 minutos e 48 segundos, ‘O Jardim Que Sangrava’ mostra que as imagens chegaram às mãos da polícia, mas que alguém as conseguiu e decidiu publicá-las “de maneira anônima e inadvertida, assumindo um viés populista dentro de uma nicho midiático”.

Como Allan Gonçalves, um dos roteiristas e diretores, revela, um grupo “sensacionalista” e “carniceiro” decidiu editar os arquivos de modo “não linear”, de acordo com o que bem entenderam. Com isso, o curta-metragem se desenrola entre trechos das found footages (filmagens encontradas), e as consequências do uso indevido das mesmas. Se fosse possível definir o gênero de maneira simples seria “um drama que permeia no suspense e tem um quê de terror”.

Tudo isso é muito complexo para um curta-metragem independente? A resposta é não. Afinal, não existem barreiras para a criatividade, e nesse caso, os autores do roteiro partiram justamente do princípio de trabalhar com imagens perdidas. Ou seja, o restante da trama foi se moldando ao conceito, porém não de qualquer jeito.

Mesmo sendo independente, a produção foi planejada com cuidado. Exemplo disso é ‘Âmago’, título anterior do grupo Das Ruas Produções, que é referenciado no ‘Jardim Que Sangrava’, feito em parceria com as produtoras Caiu a Ficha e Rachid Filmes. E além de apresentar uma espécie de universo compartilhado sugerindo críticas sociais, o filme é interessante por revelar paisagens de Suzano, como o Parque Max Feffer.

A primeira exibição de ‘Jardim Que Sangrava’ está marcada para aas 19 horas de hoje, no Casarão do Carmo, localizado à Rua José Bonifácio, 516, no Centro. Outras informações estão disponíveis pelo telefone 4798-6911.


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