CARTAS

Fim dos confrontos

Passadas as eleições e os impactos de mudança dela decorrentes, o esperado é que o novo governo tenha condições de trabalhar. E passe, dessa forma, a concretizar as propostas e promessas feitas durante a campanha que levou seu titular ao posto. Por mais drásticas que sejam as alterações, seu conteúdo deve ser encaminhado aos canais competentes – o Congresso Nacional, especialmente – para que deputados e senadores, como representantes do povo e das unidades federadas, as discutam, promovam as alterações que entenderem pertinentes, e votem. É um momento importante que, bem aproveitado, poderá gerar as mudanças que beneficiem a população.

No entanto, o que temos visto ao longo desses quase quatro meses do novo governo é uma montanha de intolerâncias que tiram o foco do principal e dão relevo a disputas de grupos, fragilizam instituições e só prejudicam a vida nacional. As redes sociais – cuja força foi demonstrada no período eleitoral – têm sido usadas para verbalizar o ódio de uns contra outros e veiculação de ofensas e boatos.

É preciso acabar com o clima de ataques tanto de fora para dentro dos governos como dos seus seguidores para com os adversários. A política nacional carece, cada dia mais, da ação de bombeiros para cessar os sinistros e dar segurança ao ambiente. Os incendiários têm de ser contidos e, se insistirem, enquadrados para responder conforme a lei por seus excessos. Um país não pode viver em permanente contenda…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br