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Fiscais impedem até quatro invasões de área por dia em Mogi das Cruzes

CENA Maioria das invasões da cidade, principalmente na zona rural, acontece da tarde de sexta-feira até o mesmo período do sábado. (Foto: arquivo)
CENA Maioria das invasões da cidade, principalmente na zona rural, acontece da tarde de sexta-feira até o mesmo período do sábado. (Foto: arquivo)

Por dia, três a quatro tentativas de invasões de áreas, principalmente na região rural, são impedidas em Mogi das Cruzes. Além disso, de outubro de 2017 até agosto deste ano foram demolidos 214 barracos de madeiras e 132 de alvenaria e retirados 215 mil metros de cerca de arames, que demarcavam terras invadidas e de proteção ambiental. O secretário municipal de Segurança Pública, Paulo Roberto Madureira Sales, divulgou que a cidade está comprando um drone para aumentar a fiscalização contra as construções irregulares.

Segundo o titular da pasta, os locais que registram o maior número de ocorrências são Jardim Santos Dumont, Jardim Aeroporto, Rio Acima, Jundiapeba, Rodeio, Itapeti e os distritos de César de Souza e Taboão. “Da tarde de sexta-feira até o mesmo período do sábado acontece o maior número de invasões. Eles já chegam, começam a montar a casa para morar mesmo, por isso precisamos agir rápido, porque depois que entram na casa, só conseguimos retirar com decisão judicial, que pode tanto demorar dias como anos”, detalhou.

Sales destaca ainda que se uma casa surge em uma região, em poucos dias ela está povoada de outros imóveis. “Entendemos que todo mundo precisa de uma casa, mas não é certo desrespeitar as leis ambientais e construir de qualquer forma, às vezes trazendo riscos também para quem vai estar ali debaixo. A cidade cresce de forma desordenada quando é assim, então é muito importante que todos façam a sua parte em preservar e denunciar quando vir alguma invasão”, pontuou.

O secretário enfatiza que se a pessoa flagrada invadindo uma área não apresentar resistência é liberada. Caso contrário, a equipe a encaminha à Delegacia do Meio Ambiente de Mogi. “O Rio de Janeiro fez vista grossa para os morros e o local hoje está dominado pelas milícias e o Estado não entra mais nas comunidades. O que acontece hoje é resultado da inércia do Brizola. É lógico que tem pessoas que precisam, mas o brasileiro busca sempre o caminho mais fácil”, ressaltou.

O mapa do desmatamento da SOS Mata Atlântica mostra que Mogi perdeu só no último ano 11 hectares de Mata Atlântica. O secretário também atribui às invasões boa parte desse cenário de redução da vegetação. “Na semana passada, pegamos duas máquinas retroescavadeiras na região de Taiaçupeba. Vira e mexe a gente pega, porque eles fazem isso durante o dia, com a derrubada de diversas árvores”, diz.

Os telefones para denúncias são 153 e 156 (Prefeitura Municipal) e o 190 da Polícia Militar.

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