AOS POUCOS

Floriculturas recebem autorização para funcionar e já começam a receber clientes

AOS POUCOS Odair de Souza Pinho, da floricultura Margarida, já notou um leve aquecimento nas vendas. (Foto: Fábio Aguiar)

Um dos protagonistas para o Dia das Mães o mercado de flores também sofreu as consequências econômicas após o início da quarentena. Pensando na data, o Governo do Estado de São Paulo autorizou o funcionamento de floriculturas, garden centers e mercados de flores. Seguindo o exemplo, a permissão também foi dada em Mogi das Cruzes, onde os comerciantes começam a enxergam uma melhora nas vendas.

No Mercado Municipal, a floricultura Margarida voltou a atender presencialmente na semana passada. Desde então, o proprietário Odair de Sousa Pinho diz que o aumento na comercialização foi bastante perceptível. Quando precisou fechar as portas, passou a utilizar mais a internet, onde estava vendendo 80% a menos do que era acostumado com as portas abertas. Agora, essa redução já chegou a 20% e ele acredita que os números ainda devam melhorar para o Dia das Mães. Outras floriculturas também voltaram a abrir.

“Nós retornamos no dia 29 e desde então estava tendo bastante especulação por parte dos clientes. O pessoal que vem ao Mercadão para outras coisas acaba passando por aqui e comprando também. E para presentear as mães acho que as flores serão bastante escolhidas, porque é uma das coisas que os filhos já costumam comprar para a data. Com uma crise financeira isso pode ser ainda mais interessante, já que os valores variam bastante”, comenta Pinho.
Entre os tipos de flores estão as begônias, encontradas até por R$ 25, as rosas e as orquídeas, que são mais duráveis. Além disso, as cestas de café da manhã, outra boa opção de presente, também são vendidas no estabelecimento.
Para seguir as normas sanitárias vigentes durante a pandemia do novo coronavírus, o comerciante explica que todos os funcionários estão trabalhando de máscara, além de o álcool em gel ter sido disponibilizado no local. Ele conta que, por enquanto, não há aglomerações na loja, mas que caso o número de pessoas cresça bastante, a entrada deverá ser restringida.

Durante o tempo em que as portas permaneceram fechadas, Pinho revela que pôde trabalhar mais as plataformas digitais, como o site (margaridafloresmercadao.com.br) e o WhatsApp do estabelecimento. Sendo assim, os pedidos online continuam a acontecer e os clientes podem optar pelo delivery ou a retirada diretamente no local.

Outros produtos agrícolas também podem ser adquiridos no Mercado Municipal, onde é permitida a entrada de, no máximo, 100 consumidores por vez. O controle do fluxo é feito nas duas entradas (ruas Professor Flaviano de Melo e Coronel Souza Franco). O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira das 8h às 17h; aos sábados, das 8h às 16h, e aos domingos, das 8h às 12h.

Perda total foi registrada em propriedades rurais

Um levantamento feito pela Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) aponta que alguns dos produtores de flores perderam até 100% dos seus produtos desde que a pandemia do novo coronavírus chegou ao Brasil. Buscando um início de recuperação para o setor, a entidade está promovendo a campanha “Abrace com Flores”, para incentivar as pessoas a darem esse presente no Dia das Mães.

“A pandemia interrompeu festas de casamento e eventos sociais, dentre outros, e isso impactou os produtores de flores”, explica Fabio Meirelles, presidente da FAESP. “O Dia das Mães é, também, uma das datas mais importantes para o setor. Por isso, criamos essa campanha para incentivar as pessoas a presentearem com flores”, completa.

O Estado de São Paulo é o principal produtor e exportador de flores no Brasil. O País tem cerca de 8,3 mil produtores, 60 centrais de atacado (como as cooperativas, por exemplo), 680 atacadistas e prestadores de serviço e mais de 20 mil pontos de varejo.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), a cadeia produtiva movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano, sendo que o Estado de São Paulo representa quase 40% desse total. O Dia das Mães acaba tendo uma participação muito grande nessa movimentação, uma vez que é a segunda data mais importante do varejo.

Mesmo com a permissão de funcionamento das lojas, a entidade recomenda o uso das plataformas online para a compra dos produtos.


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