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Folclore Político (CV) A Mogi de muitos Marcos

A seguir, alguns dos conhecidos e lembrados. Mas existem outros…

Eles estão por toda a cidade. Em cargos de comando, no comércio, indústria ou até aposentados. Entre eles pode haver pequenas variações de grafia, o que talvez se explique na origem. O nome “Marcos” é originário do latim “Marcus”, o qual, por sua vez, deriva de “Mars” ou “Marte”, o deus romano da guerra. Seu significado é conhecido como “relativo a Marte”, ou “guerreiro”. Marcus Melo é o prefeito; Marco Bertaiolli, ex-prefeito e deputado federal, seu desafeto político. Na Prefeitura estão ainda Marcos Regueiro, o secretário de Gestão, enquanto o outro, Marco Soares, é secretário de Governo, e Marco Aurélio Sobreiro, o assessor de Imprensa. No prédio ao lado da Prefeitura, Marcos Furlan é vereador do DEM, ao contrário do deputado estadual, Marcos Roberto Damásio da Silva, que pertence ao PL. Alguns deles, pelo menos, durante o processo eleitoral, dependeram do trabalho de Marcos Chaves dos Reis, chefe dos cartórios eleitorais da cidade. Quer prever o futuro? Isso é com o esotérico Marcos Ritton; mas se os pecados afligem, vale agendar uma confissão com o padre Marcos Sulivan, que tem nome de compositor pop, mas que se tornou conhecido na cidade pelo seu trabalho como reitor do Santuário do Bom Jesus. Na seara evangélica está o pastor Marcos Fernando Ferreira, que além de bom locutor, é pregador de primeira e sabe cativar o público de seu templo cantando música gospel, enquanto dedilha, com desenvoltura, um teclado ou piano. No setor policial, quem deu as cartas por muito tempo na cidade foi o delegado seccional Marcos Batalha, até ser transferido para a Capital. E quem trocou a Capital por Mogi, em definitivo, por conta de merecida aposentadoria, foi o desembargador Marco Nahum, aquele que, por muito tempo, marcou ponto (perdão pelo inevitável trocadilho…) junto ao Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo. E se há os que voltam, também existem os que se foram ganhar a vida distante, como o restaurateur Marco Antonio Xavier Franco, hoje dividindo seu divino tempero com a clientela do Nordeste do País. Na área empresarial, Marcos Borenstein, tem seus negócios na área central, enquanto Marcos Schwartzmann cuida de seu colégio na Vila Oliveira. Já Marco Antonio Nogueira Zatsuga preside a Associação Comercial de Mogi. Na área médica, eles também marcam presença (de novo, o trocadilho): há o cardiologista Marcos Molina Sleiman, o clínico geral Marcos Gonçalves, filho do saudoso vereador Benone, que também era José Marcos Gonçalves, e Marcos Nali, o ortopedista especialista em joelhos e afins. Cada qual em sua área, mas todos “guerreiros”, fazendo jus ao significado do próprio nome.

Termômetro

Para colaborar com o tema da coluna de hoje, o impagável Claudio Humberto conta uma história de outro Marco, o Maciel, ex-vice-presidente de FHC. A pedido do pai, José do Rêgo Maciel, o jovem advogado Marco Maciel ganhou em 1966 um cargo de assessor do governador de Pernambuco Paulo Guerra. Certa vez, Chico Heráclito, folclórico chefe político de Limoeiro, ao chegar ao palácio para um encontro com o governador, encontrou a figura magra e comprida de Marco Maciel, vestindo um terno branco e gravata vermelha. O “coronel” foi logo perguntando ao governador: “O que esse termômetro, filho do Zé do Rêgo, está fazendo aqui?”

“Juro que vi”

O vereador Antonio Lino desfilava garbosamente, pela segunda vez, durante a festa de aniversário da cidade, domingo passado, quando jura que viu passar por ele, trepidando sobre o asfalto da avenida Cívica, uma dentadura. Ele garante que, logo atrás, apareceu o dono, que no ritmo da marcha batida, apanhou o que havia perdido e… guardou no bolso.

Lembranças

A história da modelo Lílian Ramos, sem calcinha, no camarote do então presidente Itamar Franco repercutiu, como mostra Claudio Humberto: o senador Áureo Mello passava o Carnaval de 1994 no Rio de Janeiro, na casa da família do poeta J.G. de Araújo Jorge. Certo dia foi surpreendido pela famosa foto, nos jornais, de Itamar Franco com a modelo, no Sambódromo. Ela vestia só uma camiseta. “Que papelão o Itamar fez na avenida…” – comentou um amigo do senador. Longevo, Áureo Mello ajeitou os óculos, aproximou o jornal do rosto e pilheriou: “Meu Deus! Se não me falha a memória, isto aí é a dita cuja.” O senador tinha boa memória.

É o caos

E tem a história de um conhecido vereador mogiano, representante de um distrito igualmente importante, que perguntado sobre a situação de seu principal reduto eleitoral, foi econômico e incisivo na resposta: “A situação está caônica!”. Ele queria dizer “caótica”.

Tem uma boa história do folclore político de Mogi ou região para contar? Então envie para:

darwin@odiariodemogi.com.br