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Folclore Político (CXLVI) As tiradas do Severino

Perdemos esta semana as divertidas frases de Severino Cavalcanti

Severino Cavalcanti, um senador pernambucano do chamado baixo clero, conseguiu se eleger presidente da Câmara em 2005, mas renunciou, logo depois, devido a denúncias de que recebia o que ficou conhecido como “mensalinho”. Ele faleceu esta semana, aos 89 anos e com isso, o noticiário fica menos divertido sem as famosas e folclóricas frases de efeito do ex-parlamentar, como as abaixo, coletadas pelo Congresso em Foco: “A Câmara dos Deputados não vai ser apenas o supositório do Poder Executivo” (Em protesto contra o excesso de medidas provisórias do governo da época; “É preciso que a sociedade acredite nos deputados. Só meter o cacete em deputado é muito ruim. (Solicitando que a população acreditasse mais nos políticos); “Eu daria um zero para aqueles programas onde aparece mulher beijando mulher e homem beijando um homem. Não só novelas, mas programas de um modo geral que só fazem ferir a família brasileira”(Durante visita à cidade de Pindamonhangaba); “Se tivesse mais filhos, mais filhos colocaria. (Defendendo o emprego de parentes nos gabinetes da Câmara); “Quero aquela diretoria que fura poço e acha petróleo” (Tentando conseguir um cargo para seu partido, o PP, de diretor de Exploração e Produção da Petrobras); “Eu já prometi. E quem promete tem que pagar” (Sobre aumento de salários para deputados, caso fosse eleito presidente; “É evidente. Eu era um homem puro. Casei com uma mulher que me serviu” (Respondendo se era a favor da virgindade até o casamento); “Mais ou menos. A mulher tem de ser virgem, pura. O homem, às vezes, quer aprender como fazer o serviço. (Aprende)com quem se dispuser a ser a professora” (Quando indagado se o homem precisava casar virgem); “Fui vaiado, realmente? Eu pensava que era aplauso!” (Ao ser vaiado durante o 1º de maio, em São Paulo); “Não defendo mais do que cumprir a Constituição do meu País” (Em relação ao aumento de salários dos deputados).

Desalento

Reza a lenda que um desalentado prefeito de Mogi estava de mal com a vida, quando decidiu procurar o eterno conselheiro Argêu Batalha para reclamar da equipe de governo que não funcionava. “O que o senhor acha dos seus assessores?” – indagou Argêu. E o prefeito: “A metade não é capaz de nada e a outra metade é capaz de tudo.” Nem Argêu encontrou solução.

Fim de ano

Tentando gentil naquele final de ano, o vereador mogiano acabou enviando um cartão de boas festas para um homem que já havia morrido. E a família, indignada, decidiu retribuir: “Caro amigo, mesmo nunca o tendo conhecido em meus 86 anos de vida terrena, desse túmulo, onde me encontro, agradeço seus votos de bom Natal e feliz Ano Novo, esperando encontrá-lo, em breve, nestes paramos celestes, para um frio aperto de mão. Purgatório, Natal de 2010”. Dizem que o vereador treme toda vez que se lembra da resposta recebida.

Que acidente!

Conhecido comerciante e chefe político das antigas, no fundo do Vale do Paraíba, era completamente analfabeto, mas não perdia a pose. Sentado à porta de seu armazém, ele folheava o jornal do dia aparentando interesse por tudo. De repente, chamou alguém que passava por ali e lhe mostrou o jornal: “Veja que acidente horrível!”. Era só um anúncio de venda de caminhão numa página de ponta cabeça. O passante olhou e concordou. Para não perder o amigo.

Arame farpado

Com a chegada do Mobral ao lugarejo onde morava, o dito chefe político finalmente aprendeu a decifrar as primeiras letras e, juntá-las para formar palavras. E gostava de mostrar a todos que sabia ler. Solene, pegava o jornal e lia, em voz alta, cada linha, do começo até o fim da página. Um amigo ousou corrigi-lo: “Coronel, o senhor precisa respeitar as colunas”. A reação veio rápida: “Rapaz, eu nunca respeitei nem cerca de arame farpado; você acha que vou respeitar fiozinho preto em folha de papel?”

Tem alguma boa história do folclore político da nossa região para contar? Então envie para:

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