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Folclore Político (CXXIV) Uma entrevista polêmica

Waldemar disse o que não poderia ter dito ao repórter no dia da eleição

O candidato a prefeito Waldemar Costa Filho acabara de votar, no pleito municipal de 1976, numa das seções da Escola Coronel Almeida, quando se dirigiu ao balcão da padaria Big Pão, na rua Paulo Frontin, para um cafezinho. O repórter Monfredini Júnior conseguiu driblar a entourage e com o microfone em punho, disparou uma série de perguntas sobre a eleição para o candidato que, por lei, não poderia ir além dos comentários sobre a calmaria do pleito e coisas do gênero. Waldemar, no entanto, respondeu sobre o que lhe foi indagado e acabou dando munição aos adversários que logo recorreram à Justiça Eleitoral para tentar impugnar o candidato favorito. No dia seguinte à eleição, a emissora recebeu o alerta para que preservasse as fitas da gravação obrigatória de sua programação do dia das eleições, conhecida por “censura”. Foi um corre-corre dos diabos. A tal entrevista acabou sendo refeita, no sítio de Waldemar, em Sabaúna, e estrategicamente incluída na “censura”, no lugar daquela que havia sido feita ao vivo. Quando veio a requisição da Justiça, a fita já “corrigida”, foi para as mãos do juiz eleitoral, que nada encontrou de irregular. A eleição de Waldemar foi confirmada e ele governou durante seis anos, graças a uma prorrogação de mandato ocorrida por obra e graça do governo militar da época.

Pássaros

Um conhecido de Waldemar, foi pego pela antiga Polícia Florestal, com pássaros ilegais e não queria pagar a multa. “São um presente para o prefeito”, tentou se desvencilhar ele. O policial ligou para o comandante, que, por sua vez, telefonou para o prefeito, o qual respondeu, bem ao seu estilo: “Diga a ele que presente se dá completo. Ele que pague as multas e depois me mande os passarinhos.”

Em campanha

Escreve o leitor Joel Avelino Ribeiro: “A campanha política este ano começou mais cedo. Preocupados com o fim das coligações, muitos candidatos à reeleição estão deixando o conforto de seus gabinetes, rumo às quebradas para enfrentar o famoso Café 4F (frio, fraco com formigas no fundo) e Cavalinho (poko pó, poko pó, poko pó). Pobres candidatos, não é fácil a via sacra que os aguarda aqui, lá, acolá e lá onde o vento faz a curva…

Problemas

Uma de Sebastião Nery, o decano do folclore político. Costa Porto era ministro de Café Filho, amigo dele, e quase nunca levava papéis para despachar. “Porto, por que me trazes tão pouco despacho?” E o ministro: “Café, no meu ministério, ou tenho problemas tão pequenos que eu mesmo resolvo, ou tão grandes que nem você resolve.”

Paixão

Contam que certo prefeito da região, tempos atrás, tinha uma secretária que morria de amores por ele. Mas só ele não se dava conta de tamanha paixão. Certo dia, findo o expediente, ela entrou no gabinete, com vestido provocante, de generoso decote, trancou a porta e caminhou até a mesa. Voz sensual, propôs: “Prefeito, vamos fazer uma sacanagem?”. E ele: “Vamos, onde é que eu assino?”

Tem uma boa história do folclore político da região para contar? Então envie para

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