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Folclore Político (CXXVI) Os votos de Percy Bolsonaro

MEMÓRIA O terceiro dos seis filhos, Jair Bolsonaro, ao lado da mãe, Olinda, e do pai, Percy Geraldo Bolsonaro, antigo militante do MDB. (Foto: reprodução)
MEMÓRIA O terceiro dos seis filhos, Jair Bolsonaro, ao lado da mãe Olinda, e do pai, Percy Geraldo Bolsonaro, antigo militante do MDB. (Foto: reprodução)

Pai do presidente disputou e perdeu eleições para prefeito

Quando completou seu centenário, em 1942, a pequena Xiririca, no Vale do Ribeira, interior paulista, tinha cerca de 30 mil habitantes, 2 mil deles na zona urbana da cidade. Seis anos mais tarde, Xiririca mudou de nome e se transformou em Eldorado, por inspiração da corrida do ouro que ocorreu na região e que criou também Sete Barras (onde foram descobertas sete barras de ouro) e Registro, local onde o ouro garimpado era registrado. Em Eldorado, a 294 km de distância da Capital, vivia o casal Olinda Bonturi e Geraldo Percy, ambos de sobrenome Bolsonaro, pais de seis filhos, o terceiro dos quais, Jair Messias, viria a ser o atual presidente da República. Olinda era dona de casa e seu marido atuava como o protético/dentista da cidade, apesar de não ser formado em Odontologia, o que lhe valeu uma prisão por exercício ilegal da profissão, acusação da qual seria absolvido em 1975. O velho Percy também militava na política e, imaginem, na oposição ao governo militar, que seu filho tanto enaltece nos dias atuais. Dirigente do antigo MDB, ele chegou a atrair a atenção dos órgãos de repressão da ditadura, a ponto de ser permanentemente monitorado e até fichado pelo temido Dops. Em parte, por suas investidas para chegar à Prefeitura de Eldorado, como lembra o atual morador de César de Souza, Joel Avelino Ribeiro, que também vivia por lá, naquela época. Joel se lembra das frustradas investidas de Percy, mais conhecido como Geraldo Bolsonaro, nas eleições daquela época. Em 1972, ele foi derrotado por José Edgard Carneiro. Em 1982, perdeu para Fernando Claudio de Freitas e seis anos depois, em 1988, foi vencido por Ari Mariano Pereira, tio-avô do jornalista Fernando Mâncio, antigo repórter da TV Diário. Também em 1992, acabou derrotado por Donizete Antonio de Oliveira (Zetinho).Decididamente, ao contrário do filho, o velho Bolsonaro não era lá muito bom de voto, embora Joel Avelino faça questão de ressaltar: “Se fosse hoje em dia, ele lá faria barba, cabelo, sovaco, pestana e até virilha…”

Passaredo

Um ex-prefeito de Salesópolis, apaixonado por pássaros, foi visitar uma exposição, na Capital, onde se encantou com um casal de aves desconhecidas. Foi até uma das recepcionistas e perguntou a espécie dos passarinhos. “Ignoro”, respondeu ele, protocolar. De volta à Prefeitura, seu chefe de gabinete quis saber do que ele mais havia gostado no passeio. “Adorei um casal de ignorinhos”, respondeu o prefeito, ainda maravilhado.

Alô!

Contam que Claudio Lembo, à época no PP, ligou para um amigo em Mogi perguntando se ele já se filiara a algum partido. “Não, estava esperando suas ordens para ficar sempre a seu lado”. E Lembo: “Muito bom. Então se filie ao PP”. E o mogiano: “No PT? O do Lula?”. “Não, no PP”, replicou Lembo. “Continuo ouvindo mal”, alegou o interlocutor. E Lembo apelou, definitivo: “Vou falar alto e devagar. PP. P de partido e P de banco”. “Ah, sim!!! Agora entendi!!!”, garantiu o amigo, do lado de cá da linha, empolgadíssimo.

Pelo telefone

Quico¸o ex-prefeito de Salesópolis, ainda se lembra da data: 18 de fevereiro de 2001. Há menos de dois meses no cargo, ele atende a um chamado no celular: “Alô, quem é?” E do outro lado da linha: “É o governador do Estado”. E Quico: “Ah, é? E eu sou o papa!”. E desligou. Era mesmo Geraldo Alckmin, que desejava comunicá-lo da elevação de Salesópolis a estância turística. Até hoje, o o ex-governador se lembra do episódio em suas viagens pelo Interior.

Digitalizado

O vereador mogiano Antonio Lino é quem conta a própria história. Ele diz que só descobriu que precisava aprimorar seus conhecimentos na área digital, tempos atrás, quando uma eleitora, no interior da Câmara, lhe perguntou se ele tinha WhatsApp. E Lino, candidamente, lhe respondeu: “Esse eu não tenho não; só tenho Dorflex, mas está lá no carro.”

Tem uma boa história do folclore político da região para contar? Então envie para:

darwin@odiariodemogi.com.br


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