INFORMAÇÃO

Folclore Político (LXI) Deu caco de vidro na cabeça

EM CAMPANHA Padre Melo, de boné, em comício de Barros Munhoz, candidato a governador, ao lado de Junji Abe e de Valdemar Costa Neto. (Foto: Arquivo)

Por pouco, o acidente na janela não viria a alterar a história do Município

Dona Iracema Brasil de Siqueira era uma conceituada professora mogiana que morava no número 400, início da Rua Paulo Frontin, numa casa lateral à Rua Capitão Manoel Caetano, que costumava ser visitada com frequência pelos vizinhos, à procura de seus filhos Tonico e Eri Brasil, ou do marido, funcionário público de carreira da Prefeitura, Antonio Fernandes de Siqueira, o Bororó. Entre os que costumavam frequentar a residência estava o jovem Maurílio de Souza Leite, que morava a alguns metros da casa, grande amigo dos dois garotos da casa, seus companheiros de peladas nos muitos campinhos existentes, à época, na Cidade. Maurilinho, como era conhecido, tinha o hábito de se dirigir a uma vidraça existente na lateral da casa de onde, pelo espaço de um vidro, quebrado havia muito tempo, costumava bisbilhotar o que acontecia nos quintais próximos e no trecho da Rua Manoel Caetano, sob a janela. O garotão ia até lá e metia a cabeça pelo buraco, sempre que desejava saber o que rolava pela vizinhança do Centro, outrora pacato, da Cidade. Foi assim, por muito tempo, até que certo dia, sem avisar, Bororó contratou um profissional para cobrir o espaço da janela com um vidro novo. Dias mais tarde, sem saber da novidade, Maurilinho visitava os amigos quando ouviu um barulho pouco comum pelos lados da rua. Rapidamente tratou procurar o seu observatório e, sem prestar atenção no vidro novo, enfiou a cabeça janela afora, espalhando cacos para todos os lados e, “por muito pouco não sendo degolado”, como relembra, divertido, o professor José Carlos Miller da Silveira, o Tuta, que acabou se tornando genro dos donos da casa, ao se casar com Terezinha, filha do casal. Segundo Tuta, por muito pouco, a história da Cidade não acabou alterada. É que o curioso Maurilinho, que quase teve o pescoço decepado, viria a ser, anos depois, prefeito de Mogi das Cruzes. Algumas cicatrizes deixadas pelo vidro o lembrariam para sempre do acidente.

Mistério
Entre os funcionários mais antigos da Prefeitura de Mogi persiste uma dúvida jamais esclarecida: o que teria levado o prefeito Manoel Bezerra de Melo, logo que assumiu o cargo, após a morte de Chico Nogueira, a exigir que fosse instalado no banheiro do gabinete, um bidê de cor amarela. Assessores diretos contam que tiveram de revirar as lojas de materiais de construção da Capital para satisfazerem a exigência do novo chefe.

Milagre!
Relata Sebastião Nery que o mineiro José Maria Alkmin (sem o “c”) chegava da Europa com cinco garrafas enroladas na pasta. A Alfândega quis saber o que era. “Água milagrosa de Fátima”, respondeu ele. “Mas tudo isso?” – insistiu o fiscal. “Lá em Minas o pessoal acredita muito nos milagres dessa água. Não dá nem para quem quer”. “O senhor pode desenrolar?” Solícito, Alkmin desenrola. “Mas, deputado, isso é uísque!”. E ele: “Ué, não é que já se deu o milagre?”

Silêncio
Discreto ao extremo, o vereador Pedro Komura (PSDB) acompanhava, silencioso, a entrevista que o candidato a senador, Mário Covas Neto (Podemos) concedia a este jornal, semana passada. A certa altura, quando já se preparava para sair, Covas Neto foi provocado pelo repórter sobre as qualidades de seu cicerone na Cidade. O visitante concordou, fez elogios a Komura, mas atalhou: “Ele só não gosta muito de falar”. E enquanto Komura apenas sorria, Covas emendou: “Em compensação, presta uma atenção!!!”

Cabos eleitorais
A Escola Galdino Pinheiro Franco, de Braz Cubas, principal colégio eleitoral de Mogi, fervilhava de cabos eleitorais do candidato a prefeito Chico Nogueira, da situação, na eleição de 1982. Vendo-se em desvantagem, o principal articulador da oposição, Jacob Cardoso Lopes, foi até lá, logo após o almoço, e comentou, em voz alta, junto aos panfleteiros inimigos, que acabara de passar pelo comitê de Nogueira, e notara uma grande confusão, pois estaria faltando dinheiro para pagamento do pessoal da campanha. Foi como fogo em pólvora. Minutos depois, todos correram para lá, deixando a área estava livre para os cabos eleitorais de Lopes. Sinal de que as fake news não são assim tão novas.

Cotidiano

EM CAMPANHA Padre Melo, de boné, em comício de Barros Munhoz, candidato a governador, ao lado de Junji Abe e de Valdemar Costa Neto. (Foto: Arquivo)

Frase
Se me virem dançando com mulher feia, é porque a campanha eleitoral já começou.
Juscelino Kubitscheck (1902-1976),  médico, oficial da Polícia Militar mineira e político que foi presidente da República entre 1956 e 1961