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Folclore Político (XCIV) Entre queixas e ironias

Bertaiolli e Damásio trocam farpas por mais protagonismo

A história, que certamente será negada pelos seus principais personagens, esteve entre os fatos mais comentados por vereadores e políticos mogianos, durante a última semana. Diziam as más línguas que o deputado estadual Marcos Damásio, incomodado com a interferência de seu colega e deputado federal Marco Bertaiolli em assuntos ligados ao governo estadual, foi reclamar com o vice-governador, Rodrigo Garcia. No diálogo, Damásio teria dito que o governo estadual vinha dando muito prestígio ao ex-prefeito de Mogi, mais até do que a ele próprio, único deputado estadual da cidade com lugar garantido junto à Assembleia Legislativa, por onde passam os principais projetos do governador João Doria. O governo, portanto, precisaria muito mais dele e de seu voto do que de Bertaiolli. Exigia, portanto, um melhor tratamento para suas reivindicações feitas a secretarias de Estado e outros órgãos governamentais, a exemplo do que estaria acontecendo com os pedidos do deputado federal. Garcia teria ouvido, pacientemente, as queixas e prometeu buscar uma solução para o verdadeiro acesso de ciúmes de seu interlocutor, que lhe cobrava prestígio. Bastou Damásio deixar o gabinete para que o deputado federal fosse informado de tudo o que acontecera com o vice-governador. Passados alguns minutos, o celular de Damásio recebeu uma mensagem de Bertaiolli, via WhatsApp, mais ou menos nos seguintes termos, dando mostras de que já sabia o que havia se passado no gabinete de Garcia: “Obrigado, deputado, por ter ido ao governo estadual para falar bem do meu trabalho. Desejo lhe agradecer imensamente por haver prestigiado minhas ações em favor de Mogi”. A ironia do ex-prefeito recebeu resposta imediata e no mesmo tom que ressaltava o estilo centralizador de Bertaiolli: “É claro, deputado! Afinal, depois de Deus no céu, quem manda na terra é você!”. Segundo se comentou durante a semana, o assunto terminou por aí, mas não será surpresa se novos desdobramentos ainda vierem a acontecer no curto e médio prazos. A conferir.

Olha a gripe!

Conta o jornalista Claudio Humberto, no seu “Poder Sem Pudor”: Quando o governador pernambucano Miguel Arraes viajava pelo interior, um “kit” sempre o acompanhava: uísque Johnny Walker, gelo e água mineral. O ajudante-de-ordens recebeu recomendação de d. Madalena, preocupada senhora Arraes, para “batizar” as doses de uísque com muito gelo e muita água. O governador descobriu a armação logo no primeiro gole: “Capitão, o senhor está querendo me gripar?”

Na Agestab

Impossibilitado de comparecer a uma das reuniões da Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab), o deputado Marcos Damásio foi representado por um de seus assessores, que justificou a ausência do parlamentar alegando que ele havia ido a uma audiência com o governador João Doria. O encontro continuava sem grandes novidades, até que alguém, ao acessar o Facebook, deparou com um post que acabara de ser colocado na rede, onde Damásio e esposa apareciam, juntos, caminhando pela estância turística de Campos do Jordão. O smartphone com a foto, sem Doria, passou pelas mãos de todos os presentes.

Nós, primeirões!

Meses depois da Copa do Mundo de 1994, quando o Brasil venceu a Itália e conquistou o tetra, o então vice-governador Geraldo Alckmin e o secretário de Planejamento paulista, André Franco Montoro Filho, conversavam em Roma com Giorgio Mottura, presidente da federação das indústrias da Itália. Para ser simpático, Mottura fez uma brincadeira: “Os italianos têm dois esportes favoritos: futebol e sonegação fiscal.” Montoro Filho respondeu na lata: “E são vice nos dois!”.

Candidatos e eleitos

Mais outra do insuperável Claudio Humberto: Deputados federais pelo Rio Grande do Norte, Djalma Marinho e Vingt Rosado Maia foram ao enterro de um velho amigo. Vingt cochichou: “O morto é um homem da nossa idade… Já somos candidatos também…” O octogenário Djalma reagiu com graça e veemência: “Que candidatos Vingt, que candidatos! Nós já fomos eleitos. Estamos apenas aguardando o dia da posse.” Marinho morreria em 1988 e Vingt em 1995.

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