Fox Track tem preço muito elevado

De maneira geral, os consumidores brasileiros estão cada vez mais exigentes e interessados nos avanços tecnológicos. No mercado automotivo, isso se comprova facilmente. Até poucos anos, muitos modelos, principalmente compactos, eram ofertados em versões básicas, que sequer traziam itens como ar-condicionado, vidros elétricos e direção assistida.

Caso do Volkswagen Fox, lançado no Brasil há 13 anos e que hoje pode ter até central multimídia que espelha celulares em configurações de entrada, com motor 1.0 litro. Um bom exemplo desse “upgrade” dos modelos básicos é a versão Track, que surpreende pela valoração que recebe da fabricante, inclusive em seu preço. A proposta da Volkswagen com a versão, lançada em outubro do ano passado, era atrair o público mais jovem com um visual levemente aventureiro e pitadas de modernidade. Para isso, apostou nas opções de centrais multimídia para o modelo, que vão desde tela sensível ao toque de cinco ou 6,3 polegadas, ao espelhamento de smartphones Android ou iPhone – neste último caso, é preciso pagar pelo equipamento mais caro, com tela maior, para contar com o Volkswagen App-Connect e, de quebra, ter também navegador GPS no carro. O Fox Track segue a trilha do Gol Track: é uma versão com roupagem ligeiramente “off road”, mas que, assim como as outras, não é realmente destinada para este uso. Esteticamente, a grade dianteira tem o friso prateado e o pára-choque traz faróis de neblina integrados.

Os faróis têm acabamento que mistura máscara negra com detalhes cromados e, no perfil, chama atenção o rack de teto e as molduras inferiores, que também estão nas caixas de rodas. Maçanetas das portas e retrovisores são sempre na cor preta e o para-choque traseiro traz um adesivo preto na região da placa e defletor na mesma cor na parte superior da tampa do porta-malas. O interior tem a mesma ambientação e tecidos do Fox Comfortline mas, opcionalmente, pode receber revestimento interno do teto e das colunas escurecido.

A lista de opcionais, na verdade, é que surpreende mais, já que trata-se de uma configuração praticamente de entrada do Fox. As rodas são de liga leve de 15 polegadas e o carro sai da fábrica com, no mínimo, ar-condicionado, direção e vidros elétricos dianteiros e sistema de som com Bluetooth, MP3 e entradas USB, auxiliar e para cartão de memória SD, por R$ 46.950.

Mas é possível equipá-lo com vidros traseiros e retrovisores elétricos, sensores de chuva, crepuscular e de estacionamento dianteiro e traseiro, volante multifuncional revestido em couro e a própria central multimídia, entre outros itens. Com tudo que pode receber, no entanto, a conta assusta: são R$ 55.190 pelo Fox Track completo.

Sob o capô, o hatch traz o mesmo motor 1.0 de três cilindros que estreou no Fox Bluemotion e já é usado por toda a linha de compactos 1.0 da marca. Sua potência máxima é de 82 cv a 6.250 rpm, com etanol, e o torque chega a 10,4 kgfm a partir de três mil giros com o mesmo combustível.

O propulsor tem sistema de partida a frio, ou seja, dispensa o tanque auxiliar para gasolina, e trabalha em conjunto com uma transmissão manual de cinco marchas.

O motor não chega a injetar esportividade no carro, mas faz com que os giros subam mais rápido e afasta a ideia de “falta de força” comum aos outros 1.0 de quatro cilindros, mais antigos e já ultrapassados por aqui. Nas arrancadas, essa vantagem não aparece tanto. É já perto das 3.000 rotações que o Fox Track mostra mais vigor e propicia ultrapassagens e retomadas próximas às de modelos com motores um pouco maiores. Nesta faixa, as respostas ao acelerador são mais rápidas e consistentes. (Márcio Maio/AutoPress)


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