DENÚNCIA

Funcionários da Santa Casa de Mogi temem risco de contaminação pela Covid-19

Santa Casa de Mogi das Cruzes adota medidas rígidas para evitar problemas de contaminação. (Foto: arquivo)
SAÚDE Um grupo de funcionários do hospital prepara uma denúncia a órgãos fiscalizadores diante do aumento do número colaboradores contaminados. (Foto: arquivo)

O risco de contaminação pela Covid-19 preocupa os funcionários da Santa Casa de Mogi das Cruzes. Eles denunciam problemas com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), aumento de casos de contágio de profissionais que atuam na instituição, inclusive de médicos e enfermeiros da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de falta de controle para impedir a disseminação do vírus. Segundo o hospital, desde março, 119 colaboradores foram infectados.

Um grupo de funcionários prepara uma denúncia a órgãos fiscalizadores diante do aumento do número de médicos, enfermeiros, técnicos e colaboradores contaminados. Eles apontam problemas como a “reutilização de máscaras N95 por 15 dias”, o que é confrontado pelo hospital.

O diretor técnico da Santa Casa, médico Ricardo Bastos, informa que desde o começo da pandemia 119 colaboradores testaram positivo para Covid-19, inclusive, profissionais da área administrativa. No no entanto, afirma, “isso não significa que tenham sido contaminados obrigatoriamente dentro do Hospital”. Todos que os infectados foram afastados, cumpriram seu período de quarentena, e muitos já retomaram as atividades.

Há informação de que dois médicos da equipe –um homem e uma mulher – estariam internados em uma unidade privada da cidade, um deles em estado grave. O diretor confirma a internação de apenas um médico que trabalha na Santa Casa, mas alega que não está autorizado a falar sobre seu quadro de saúde.

Bastos esclarece que a Santa Casa está adotando as normas de segurança com uso de EPIs, seguindo todas as medidas previstas no protocolo para que nenhum colaborador ou paciente se contamine.  “Mas, independentemente disto é preciso ressaltar que os pacientes vêm de fora do hospital, as pessoas, mesmo os profissionais convivem em suas comunidades. Ou seja, não necessariamente elas serão contaminadas apenas dentro do hospital”, enfatiza.

Em relação as máscaras N95 ou qualquer outro tipo de EPI, o diretor garante que estão sendo disponibilizadas para todos os colaboradores e que não há a reutilização. “Cada EPI tem uma vida útil e tempo certo. A duração depende muito do tipo de EPI e da função do colaborador. Mas, reforço que todas as nossas equipes e profissionais estão recebendo todo tipo de EPIs necessários às suas funções”.


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