Futuro da Banda ainda indefinido

Ex-integrantes da Banda Santa Cecília se uniram recentemente para uma apresentação na região do Carmo na tentativa de retomada das atividades do grupo / Foto: Eisner Soares
Ex-integrantes da Banda Santa Cecília se uniram recentemente para uma apresentação na região do Carmo na tentativa de retomada das atividades do grupo / Foto: Eisner Soares

A Corporação Musical Santa Cecília, uma das mais antigas e tradicionais bandas de música da Cidade, continua com o seu futuro indefinido. Enquanto um grupo de músicos mogianos se reúne para tocar novamente, sonhando com o retorno da banda às suas atividades em Mogi, o presidente Manassés Maximiano dos Santos, cujo mandato deverá se estender até outubro deste ano, continua mantendo trancada a sede da corporação, não se dispondo a dar qualquer satisfação à comunidade sobre a situação atual do imóvel, nem sobre a possibilidade de reativar o trabalho com os músicos locais.

Manassés não responde aos pedidos de entrevista já feitos por este jornal e também não deu retorno ao ofício que lhe foi enviado pela Câmara Municipal, assinado pelo vereador Iduigues Ferreira Martins (PT), pedindo informações sobre o futuro da corporação musical.

“Além de não dar atenção ao documento que lhe foi mandado oficialmente pela Câmara, o presidente também não respondeu às tentativas de contato telefônico feitas recentemente para tentar uma conversa sobre a banda, que não é um patrimônio dele, mas da Cidade”, disse Iduigues, que tem incentivado o grupo formado por 30 a 40 músicos a ser manter unido para que possam reerguer a Banda Santa Cecília, tão logo seja possível retomar o comando, atualmente em poder de Manassés.

O vereador, que vem tentando reerguer o grupo de instrumentistas mogianos, tem enfrentado alguns obstáculos em seu trabalho. Para mover uma ação judicial exigindo a realização de uma assembleia geral a fim de discutir o futuro da banda, seria necessária, segundo os estatutos da corporação, a assinatura de pelo menos um quinto de seus associados.

“Como os associados da Santa Cecília não são conhecidos, é praticamente impossível ingressar na Justiça para se forçar uma assembleia extraordinária”, disse Iduigues ao jornal. “Diante de empecilhos como este, só nos resta aguardar o mês de setembro, quando o presidente Manassés terá, obrigatoriamente, de convocar a assembleia para renovação da diretoria, que deverá ser empossada em outubro. Será a oportunidade para que novos dirigentes venham assumir o controle da banda”, disse o vereador.

Leia a matéria completa na edição impressa


Deixe seu comentário