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Futuro da instalação de pedágio na Mogi Dutra segue indefinido; Agestab realiza novas reuniões para barrar a proposta

PRESSÃO Mais de 40 mil pessoas aderem a abaixo-assinado presencial e online contra os planos da Artesp de instalar pedágio na Mogi-Dutra. (Foto: arquivo)
PRESSÃO Mais de 40 mil pessoas aderem a abaixo-assinado presencial e online contra os planos da Artesp de instalar pedágio na Mogi-Dutra. (Foto: arquivo)

Enquanto a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) não define o futuro do projeto de instalar uma praça de pedágio no quilômetro 45 da Mogi-Dutra (SP 088), dentro do programa de concessão do Lote Rodovias do Litoral Paulista, a Agência Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab) tem mantido contato e realizado reuniões com as autoridades da região do Alto Tietê – deputados, vereadores e prefeitos, além de demais entidades – a fim de continuar unindo forças para pressionar o governo do estado contra a proposta. Além disso, o movimento Pedágio Não amplia o número de adesões aos abaixo-assinados online e presencial. Juntos, os dois documentos deverá ultrapassar aos 40 mil nomes nos próximos dias (veja retranca)

Na avaliação da associação, os prejuízos da instalação do pedágio impactaria diretamente no desenvolvimento não só do Taboão, mas do município como um todo, porque dividia a cidade em duas. “Seria um imenso retrocesso, porque vai isolar o Taboão, encarecer a produção e desestimular novos empreendimentos. As indústrias, os trabalhadores do Taboão e a população de maneira geral serão prejudicados. A matéria-prima passará a ficar mais cara. A contratação da mão obra passará a ser ainda mais difícil. O custo com transporte dos funcionários será ampliado, o que poderia fazer com que trabalhadores de outras cidades sejam contratados. Não há nenhuma razão plausível para a conclusão deste projeto”, detalhou a Agestab em nota enviada à redação.

Até o momento, não há informação se há algum empresário que possa deixar o Taboão, em decorrência do pedágio, porém, a associação não descarta que essa é uma possibilidade real. A prioridade do governo do Estado para a região, que está na lista da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico como um polo para receber novas empresas, deveria ser a construção do acesso da rodovia Ayrton Senna ao Taboão, e não uma praça de pedágio, destaca a entidade.

A mobilização contra a cobrança do pedágio também cresce por meio do movimento Pedágio Não, que mantêm dois abaixo-assinados que devem ser entregues ao governador João Doria (PSDB), em reunião ainda à espera de agendamento. Atualmente, são 35 pontos físicos que recolhem assinaturas em Mogi, Arujá e Suzano. O movimento ganhou apoio ainda da subseção de Arujá da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Mogi das Cruzes. A petição online passou de 30.900 para 31.600, aproximadamente. A petição física está chegando em 10.000, segundo Paulo Boccuzzi, morador do condomínio Aruã e um dos líderes do grupo.

O outro lado

Questionada sobre os resultados dos estudos sobre a instalação do pedágio na Mogi-Dutra, a Artesp informou ontem que as contribuições colhidas nas audiências públicas e na consulta pública ainda estão em análise pelos técnicos. Além disso, não há prazo para o fim dos estudos. Em reunião com lideranças regionais, no ano passado, a expectativa era de se chegar a uma definição nas primeiras semanas deste ano.

“Pedágio Não” prepara um grande protesto

Eliane José

Uma reunião realizada na noite de sexta-feira entre lideranças do movimento Pedágio Não definiu a realização de um grande protesto, após o posicionamento da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) sobre os estudos sobre a instalação de um pedágio no quilômetro 45 da rodovia Mogi-Dutra. Entre as lideranças, há a expectativa de um recuo do órgão na intenção inicial que gerou a reação de moradores, usuários do acesso, entidades sociais e políticos. Mas, ainda assim, os integrantes do grupo contrário à medida mantém a organização inicial..

As lideranças do Pedágio Não começaram uma ação para arrecadar recursos financeiros para a realização de um grande protesto, caso seja necessário. Segundo Paulo Boccuzzi, um dos articuladores do movimento, se uma solução alinhada com o pleito popular for tomada, esses recursos deverão ser doados a entidades sociais.

Ao comentar o apoio ao abaixo-assinado online e presencial, Boccuzzi se mostrou surpreso. “Começamos com 15 pontos de coleta física, já estamos chegando a 45, e estamos sendo procurados por pessoas de cidades vizinhas, inclusive Itaquaquecetuba”.

A meta é chegar às 10 mil assinaturas físicas para a entrega do documento ao governador João Doria. A pedição online já passa dos 31 mil participantes.


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