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Gondim ainda avalia os rumos na política

Junto com seu novo partido, o médico decide o seu futuro

O médico e ex-deputado estadual, Luiz Carlos Gondim Teixeira (PSL), ainda avalia os desdobramentos do atual momento para decidir o que fará de sua carreira na política. Aos 72 anos e já pertencendo ao grupo de risco, ele se afastou das atividades junto aos hospitais de Guarulhos e Santa Isabel, aonde vinha trabalhando até o início da pandemia, e tem ficado em casa durante a atual quarentena, aproveitando o tempo para conversar com amigos, por telefone, e analisar o quadro político atual. Ainda sem saber se volta a disputar o cargo de prefeito, ou se busca retornar à Câmara, onde iniciou sua carreira na política local, em 1989, Gondim considera a futura campanha um tanto “atípica e embolada demais”. Tudo por conta do novo coronavírus que arrebatou a todos e desviou as atenções que, a essa altura, estariam concentradas nas eleições municipais. Mesmo assim, o político acha que a atual situação está muito favorável ao atual prefeito, Marcus Melo (PSDB), que estaria, segundo ele, indo bem na condução da atual crise na Saúde, com ajuda de seu secretário Naufel. Com isso, ganha maior exposição onde já é bem conhecido e tem a máquina administrativa nas mãos. “Será muito difícil para um candidato chegar às pessoas em um ou dois meses de campanha”, afirma Gondim, que diz estar notando um “grande descontentamento” do eleitorado com os políticos em geral, especialmente os ligados ao Poder Legislativo. Uma situação estimulada pelo desemprego, outro resultado do atual momento. O político admite estar conversando bastante com a direção do PSL local, a quem derrama elogios pela “competência demonstrada” até agora, principalmente na montagem de uma chapa “muito boa”de candidatos a vereador para as futuras eleições. “Estou muito contente com o grupo muito sério, que não aceita a esquerda, mas não é bolsonarista de carteirinha”, disse Gondim, que pode ter uma definição sobre o futuro dentro das próximas semanas.

Alertas

Os secretários do prefeito Marcus Melo foram surpreendidos, ontem, com um comunicado reiterando a necessidade de economia nos gastos com energia elétrica, água, GLP e combustíveis em geral consumidos em máquinas e equipamentos de cada uma das pastas. O mesmo documento pede atenção especial aos contratos e gastos efetuados no atual período. Os avisos, em nome do prefeito, partiram da pouco conhecida Comissão de Procedimentos Administrativos sobre Serviços Oficiais, criada tempos atrás pelo próprio Melo.

Hi-tec

Antes mesmo de ser inaugurada, a nova praça Diego Leme Chavedar se transformou no ponto preferido de um conhecido grupo de sem-tetos que costuma perambular por espaços públicos da cidade. Eles permanecem por ali a maior parte do dia, agora com uma novidade: um smartphone que é utilizado, com frequência, para fotos dos integrantes, que fazem questão de posar diante da câmera, fazendo caras e bocas.

Apelo – 1

A vereadora Fernanda Moreno (MDB) pede ao prefeito que retome o programa municipal de castração de cães e gatos, por meio de um cadastro online, enquanto durar a pandemia. Em razão da quarentena, o serviço de esterilizava cerca de 600 animais ao mês está totalmente desativado desde 23 de março. A vereadora fez as contas e concluiu que já deixaram de ser castrados perto de 790 animais. Se a pandemia durar seis meses, serão mais de 3 mil animais gerando crias.

Apelo – 2

Considerando que um casal de cães pode procriar duas vezes ao ano, tendo de 2 a 8 filhotes, em seis meses, seriam 12 a 48 filhotes por casal. Já um casal de gatos, pode ter até 6 crias por ano, igualmente de 2 a 8 filhotes, ou seja, em sei meses, seriam de 18 a 144 filhotes. Portanto, Mogi pode ter nos próximos meses, com 20 mil animais abandonados, no mínimo 120 mil cães e 180 mil gatos, caso o serviço permaneça suspenso, contabiliza Moreno.

Frase

Não há cabeça que suporte tanta realidade.

T. S. Eliot (1888-1965), poeta modernista, dramaturgo e crítico literário, em seu célebre poema “A terra desolada”


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