ESTUDO

Doria promete ao deputado Marcos Damásio estudar o pedido contra o pedágio na Mogi-Dutra

PROPOSTA No processo de concessão da rodovia, está prevista uma praça de pedágio no km 45. (Foto: arquivo)
PROPOSTA No processo de concessão da rodovia, está prevista uma praça de pedágio no km 45. (Foto: arquivo)

O deputado estadual Marcos Damasio (PL) pediu o apoio do governador João Doria (PSDB) para impedir a instalação de um pedágio no Km 45 da ligação rodoviária Mogi-Dutra (SP 88), prevista na proposta de concessão do Lote Rodovias do Litoral Paulista. O plano, apresentado no final do mês passado, durante audiência pública realizada em Mogi das Cruzes pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

O parlamentar esteve com Doria na tarde desta quinta-feira durante reunião que realiza mensalmente com os deputados na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Ele entregou diretamente ao governador um documento para formalizar o pedido contra a construção de uma praça de pedágio na estrada, motivo de protesto por parte da população da cidade, que cobra ajuda das lideranças políticas da região nessa luta.

O deputado informou que o governador se comprometeu a estudar o assunto, e designou o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, para tratar desse caso. Ele, por sua vez, prometeu em 30 dias dar uma resposta sobre o pedido feito por Damásio, que representa a cidade de Mogi na Alesp, o município mais afetado pela medida proposta da Artesp. Os principais prejudicados com a cobrança de taxas serão os moradores dos condomínios e bairros próximos à Serra do Itapeti.

“Falei em nome da população, da cidade e da região, pois esta medida prejudicará diretamente os moradores e a economia de Mogi e do Alto Tietê. Todos estão indignados com a possibilidade de se criar uma ‘portaria’ na principal entrada e saída do nosso município, o que também causará um caos no trânsito da cidade, principalmente nos horários de pico”, reforça.

Damásio disse ainda que “essa medida não é viável e nem justificável”, uma vez que a rodovia já está duplicada em um trecho com recursos do Estado e tem seu segundo trecho em fase de duplicação também com recursos captados pelo governo. Depois de ouvir esses argumentos, Doria prontamente se colocou à disposição para analisar o pedido.

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