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Governador Márcio França visita Mogi e se reúne por mais de duas horas com o bispo dom Pedro

Diacono Thiago Fragoso, dom Pedro, Marcio França, padres Robson e Marcos Sullivan (Foto: Divulgação)
Diacono Thiago Fragoso, dom Pedro, Marcio França, padres Robson e Marcos Sullivan (Foto: Divulgação)

O governador do Estado de São Paulo e candidato à reeleição, Márcio França (PSB), permaneceu em Mogi das Cruzes, durante mais de duas horas, no início da tarde desta quarta-feira (12), participando de um almoço que lhe foi oferecido pelo bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini, na Residência Episcopal, localizada no início da Rua Ipiranga.

Nenhum político ou outra autoridade da Cidade foi comunicado sobre a presença de França, que teria vindo exclusivamente para uma conversa com o bispo a respeito de questões sociais e ecológicas relativas ao Estado, em especial as ligadas à Região do Alto Tietê.

Os assuntos que ganharam maior destaque na longa conversa foram os problemas urbanos enfrentados por Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos, assim como a despoluição do Rio Tietê.

As dificuldades habitacionais de Itaquá foram discutidas entre França e Stringhini, que se mostrou preocupado com o adensamento urbano da Cidade que não possui zona rural e onde está em curso um processo de ocupação desordenada, além da existência de uma comunidade altamente carente.

O crescimento populacional aliado à falta de saneamento básico transformam Itaquá num complicado conglomerado urbano, onde os problemas, especialmente o crescimento da violência, vão se avolumando de uma maneira incontrolável.

França ouviu as colocações do bispo e concordou com elas, prometendo dar atenção maior àquela região, que abrange também Ferraz de Vasconcelos, com problemas semelhantes.

Dom Pedro explicitou sua preocupação com o futuro das duas cidades, caso não ocorra uma retomada do planejamento que dê um melhor ordenamento urbano, impedindo que se transformem  num aglomerado urbano sem controle. Algo como uma enorme favela, facilitada pela proximidade das duas cidades e pelo conurbação já em andamento.

Ainda sobre Ferraz, o bispo expôs sua preocupação com as condições atuais da Fundação Casa, que estaria passando por um sério problema de decadência em sua infraestrutura, causada, principalmente, pela falta de manutenção do prédio onde são abrigados menores infratores.

Outro ponto que tomou boa parte da conversa entre o bispo e o governador teve o Rio Tietê como principal assunto. Márcio França procurou tranquilizar o religioso dizendo que o governo está colocando em prática um projeto de despoluição do manancial, que teria conseguido reduzir de 85% para 15% a mancha poluidora do rio, a ponto de na região de Salto, no interior do Estado, ser possível pescar no Tietê.

Helicóptero

A visita de Márcio França a dom Pedro teria sido intermediada por um assessor do governador que  conhece o bispo há algum tempo e que levou até o político informações sobre as preocupações sociais e ecológicas do católico com sua região e até mesmo do Estado

França chegou de helicóptero ao Helbor Tower, às 11h40, sendo levado de carro para a Residência Episcopal, onde almoço ao lado de dom Pedro, e dos padres Marcos Sullivan (reitor do Santuário do Bom Jesus),  e o vigário geral,Antonio Robson Gonçalves, vice-presidente nacional da Organização Social Pró-Saúde. O diácono

Sem a presença de políticos e de jornalistas, a conversa rolou tranquila e França – que fez questão de ressaltar que estava ali como governador do Estado de São Paulo e não como candidato à reeleição, como se isso fosse possível de ser dissociado – pode ouvir e falar sobre os mais diferentes assuntos, como Educação e Saúde.

Elogiou a administração de Mogi, fez referências positivas ao ex-prefeito Marco Bertaiolli, e também disse que gostou muito de  Guararema , onde esteve participando da inauguração de um sistema de câmeras de monitoramento. Prometeu utilizar esse sistema em outros municípios, caso venha a ser eleito para um novo mandato.

No geral, segundo um dos participantes do encontro, passou uma boa imagem aos seus intelocutores, de alguém preocupado e conhecedor dos problemas da Região e do Estado. Não fez promessa, mas demonstrou especial interesse por tudo que lhe foi colocado pelo bispo dom Pedro Stringhini.