MOVIMENTO

Grupo Mães Mogianas realiza ato nesta quarta-feira, no Largo do Rosário

JUNTAS Movimento Mães Mogianas volta a realizar ato público nesta quarta-feira no Largo do Rosário. (Foto: arquivo)

O movimento Mães Mogianas – na Luta por Justiça – realizará um ato público nesta quarta-feira, 14, às 17 horas, no Largo do Rosário, com o objetivo de lembrar as chacinas que deixaram mais de 20 mortos em pouco mais de seis meses, entre novembro de 2014 e julho de 2015, em bairros de Mogi das Cruzes. A ação também busca chamar a atenção do público para o júri de dois policiais acusados de envolvimento nos episódios, que acontecerá no próximo dia 22.

A professora, militante social e uma das fundadoras do coletivo independente formado por mães, amigos e familiares de vítimas, Inês Paz, destaca que o encontro também pede a continuidade das investigações e a manutenção das prisões decretadas até o momento. “As mães mogianas continuam juntas atuando, lutando por justiça e cobrando que os casos continuem sendo investigados. Só assim será possível punir os responsáveis, que seguem livres”, destaca a organizadora.

Para Inês, é fundamental “não deixar o que aconteceu entre 2014 e 2015 cair no esquecimento”. Ela também defende que a sociedade mogiana se mobilize contra a violência em geral. “Devemos combater o preconceito, sabemos que esse tipo de crime violento atinge sempre os mais pobres e as periferias”, diz.

“Algumas chacinas ainda não se transformaram em processo para ir a júri, e vamos continuar cobrando para que isso aconteça. A Delegacia de homicídios fala que não tem pessoal suficiente para as investigações, então muitos casos estão parados”, se indigna Inês.

O evento também busca sensibilizar a população e dar visibilidade sobre a luta do grupo. “Geralmente, os atos são realizados na parte da manhã, mas dessa vez queremos alcançar as pessoas que estão saindo do trabalho”, relata a organizadora.

Além de mães que perderam seus filhos, o encontro também terá a participação do músico Celso Xavier, artista de Jundiapeba, que escreveu uma música sobre o movimento e as chacinas. “Uma forma de prestar homenagem para as vítimas, e também de alcançar o público nas ruas”, explica Inês.

O grupo Mães Mogianas nasceu após a morte de mais de 20 jovens em Mogi entre 2014 e 2015. Para tentar superar a perda e não deixar que os crimes caiam no esquecimento, as mães uniram forças e criaram o coletivo, onde os membros se ajudam e discutem formas estratégicas de cobrar as autoridades e acompanhar o andamento das investigações.