Gustavo Don

_Qual foi o seu primeiro emprego?

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Eu comecei a trabalhar em um “callcenter” na Cidade, pois geralmente esse é o primeiro emprego de muitos jovens que estão começando uma carreira profissional. Paralelamente a isso, aos finais de semana, trabalhava como promoter na UP Club Mix, uma casa noturna do segmento LGBT. Foi uma época maravilhosa, de poder contribuir com a promoção de uma forma de cultura que até então era muito discriminada e não valorizada em Mogi. Trabalhei por alguns anos em uma empresa da área de “callcenter” em São Paulo, onde pude conquistar outros cargos além do teleatendimento.

_Quando e como começou a se envolver com os movimentos que defendem os direitos LGBT?

Eu comecei a ser um militante a partir do momento que aceitei a minha sexualidade e observei que existiam milhares de pessoas que sofrem com discriminação e violência. Me senti na obrigação de fazer algo por essas pessoas. A política sempre esteve presente na minha vida. Em 2013, junto com amigos, formamos a Associação Fórum Mogiano LGBT, para dar visibilidade a esta população. Agora podemos dizer que temos força para lutar contra a homofobia e garantir igualdade de direitos. Desde da criação, realizamos diversos encontros, seminários, palestras com o objetivo de sensibilizar as pessoas a respeito à diversidade sexual. Com o apoio do vereador Chico Bezerra, aprovamos uma lei municipal que inclui no calendário oficial da Cidade o dia 17 de maio como o “Dia Municipal Contra a Homofobia e Transfobia” e agora estamos lutando pela criação do Conselho da Diversidade Sexual, que será um órgão vinculado a Secretaria de Assistência Social. Dentro do Fórum LGBT, faço parte da coordenação junto com outras nove pessoas e organizamos as reuniões mensais que deliberam as nossas ações em Mogi. Todos são bem vindos a conhecer a iniciativa na página do Facebook.

_O que faz atualmente profissionalmente?

Depois da morte do meu pai, comecei a contribuir com o Atendimento da corretora de seguros “Souza & Valente”, agora administrada pela minha irmã.

_Quais os seus planos para esse ano?

O meu maior desejo para 2016 é iniciar meus estudos em Direito e poder atuar nessa área, na qual me identifico muito, justamente por conta da militância e minha vontade de justiça. Que nenhuma pessoa mais seja discriminada e violentada por causa da sua orientação sexual e identidade de gênero.