ARTIGO

Habilidades profissionais

Claudio Costa

Neste início de ano tudo indica que teremos um crescimento econômico acima de 2% e os mais otimistas falam em algo acima de 3%, mas tudo indica, também, que a geração de emprego não irá ocorrer na mesma proporção. Isto se justifica, principalmente porque passamos por uma profunda recessão que obrigou as empresas a diminuírem os quadros de funcionários de forma acentuada. Ao mesmo tempo, o mundo passou e continua passando por uma acentuada transformação digital que traz como resultante o fato de que nem todos os demitidos serão novamente admitidos: muitas funções deixarão de existir. Nos últimos 12 meses, 40% dos empregos gerados no Brasil são com carga horária inferior a 30 horas semanais e tornou-se realidade o que chamamos de “economia sob demanda” ou em inglês “gig economy”.

É preciso entender a gravidade da crise que as organizações ainda estão passando. Elas precisam se proteger contratando trabalhadores por prazos determinados de acordo com os projetos a serem desenvolvidos. Sem dúvida, surge assim um novo formato de trabalho mais transparente e realista dentro das circunstâncias atuais.

Tudo ainda é muito novo e com certeza deverá sofrer ajustes até o equilíbrio entre capital e trabalho. Uma coisa é certa. O perfil e as habilidades deste trabalhador mudam no sentido de se flexibilizar e se ajustar a diferentes ambientes e culturas organizacionais.

A contínua melhora na qualificação profissional é importante, mas muito mais do que isso, é entender e saber jogar neste novo ambiente ainda incerto e desafiador.

Claudio Costa é economista e diretor de Desenvolvimento Economico da Prefeitura de Mogi das Cruzes.


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