Heliponto no Hospital Luzia, o eterno descaso do governo

Segunda-feira à tarde. Numa empresa situada à margem da Mogi-Salesópolis, um funcionário é atingido gravemente na cabeça por um pedaço de madeira. Pela gravidade do caso, um helicóptero Águia, da Polícia Militar, é acionado para promover o socorro de urgência. O aparelho traz o acidentado, em estado gravíssimo, para o Hospital Luzia de Pinho Melo, principal referência para casos de emergência na Cidade e Região. Só que ao chegar ao Mogilar, o piloto descobre que não existe um local adequado para aterrissagem junto ao Pronto-Socorro. E enquanto não se decide para onde levar a vítima, o helicóptero sobrevoa por algum tempo o entorno do hospital até que chega a ordem para que ele desça junto à sede do Corpo de Bombeiros. Uma ambulância do Samu é chamada e a vítima, que já poderia estar recebendo atendimento médico, ainda precisa ser transportada até o hospital para receber o socorro definitivo. O fato ocorrido no início desta semana não é o primeiro. E certamente não será o último, enquanto a Secretaria de Estado da Saúde não cumprir o que já prometeu: a instalação de um heliponto junto ao Pronto-Socorro, onde o helicóptero que faz o atendimento aéreo possa aterrissar com rapidez e segurança. Na área próxima do PS do Luzia já existiu um ponto de pouso – fora das regras exigidas pela Aeronáutica, vale dizer –, com uma cruz dentro de um círculo branco, onde pousos chegaram a acontecer. O local, entretanto, foi simplesmente desativado e, em sua área, implantado um estacionamento pago para carros e motos. Em lugar de regularizar o que já existia precariamente, optou-se pelo mercantilismo barato. Melhor faturar merrecas que se preocupar em salvar vidas. Que o episódio desta semana sirva, portanto, como exemplo para abrir os olhos das autoridades do governo estadual. Um hospital que se jacta de ser um centro de alta tecnologia para doenças cardíacas, coronárias e atendimento a acidentes precisa dar atenção à logística. E um heliponto, em tempos modernos, é o mínimo que se pode esperar de um centro médico tão importante quanto o Luzia de Pinho Melo. Com a palavra, nossas autoridades.

Promessa
O deputado André do Prado (PR) ouviu do secretário de Estado da Saúde, Davi Uip, em visita à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, que o setor de Oncologia do Hospital Luzia de Pinho Melo, começará a operar em maio próximo. Nada disse sobre o heliponto. E nem lhe foi perguntado.

Bombeiros – 1
É de autoria do vereador Iduigues Ferreira Martins (PT) o projeto de lei que dispõe sobre a obrigatoriedade de manutenção de uma unidade de combate a incêndio e primeiros socorros, integrada por bombeiros profissionais civis em estabelecimentos comerciais da Cidade.

Bombeiros – 2
A futura lei poderá valer para shopping centers, casas de shows e espetáculos, hospitais, hipermercados, igrejas, grandes lojas de departamentos, campi universitários, empresas de grande porte, estabelecimentos e eventos que tenham mais de 500 lugares para receber público, além de condomínios com mais de 500 residências.

Adiada
A diretoria executiva da Associação de Adquirentes de Unidades do Loteamento Real Park de Mogi distribuiu comunicado aos associados informando sobre o adiamento da assembleia geral extraordinária marcada para acontecer hoje à noite e que deverá ser realizada “em data oportuna”. Motivo: “notícias de que existe ação judicial questionando a legitimidade da eleição da diretoria e conselhos, realizada regularmente no último dia 4 de fevereiro”. A temperatura continua elevada por lá.

Cotidiano

LEGISLATIVO  Sílvio Marques, contumaz frequentador das sessões da Câmara, realiza um solitário protesto pedindo algo que dificilmente irá conseguir: a tribuna livre. (Foto: Divulgação)
LEGISLATIVO Sílvio Marques, contumaz frequentador das sessões da Câmara, realiza um solitário protesto pedindo algo que dificilmente irá conseguir: a tribuna livre. (Foto: Divulgação)

Frase
Estou aqui há três anos e já vi muita coisa feia acontecer.
Rachid Habib, dono de autoescola das proximidades do cruzamento das ruas Ricardo Vilela e Antonio Cândido Alvarenga, onde tem acontecido seguidos acidentes


Deixe seu comentário