CASO

Homem morre após ser atropelado por três carros na rodovia Mogi-Dutra

ALERTA Motoristas e pedestres causam acidentes na Mogi-Dutra. (Foto: arquivo)
ALERTA Motoristas e pedestres causam acidentes na Mogi-Dutra. (Foto: arquivo)

A Polícia Civil abriu inquérito nesta sexta-feira (20) para apurar o homicídio culposo (sem intenção), cuja vítima é um homem que não havia sido identificado até por volta das 17 horas, de hoje, no Posto do Instituto Médico Legal de Mogi das Cruzes. O desconhecido foi atropelado por três veículos, às 19h30 desta quinta-feira, na rodovia Mogi-Dutra, km 43, na altura do sítio Caracol.

O delegado Victor Melo e o escrivão Renato Ferraz, do Distrito Central, em Mogi das Cruzes, registraram o acidente. No histórico do boletim de ocorrência consta que a vítima tentava cruzar a estrada e foi inicialmente atingido pelo Celta FBS-2276, dirigido pelo projetista Rafael de Oliveira Medina, de 37 anos.

Logo depois do primeiro impacto, o homem foi atropelado pelo Fiat Siena FUN-0821, conduzido pela vendedora Hellen Cristina Rodrigues, de 39 anos. Na sequência, o operador de máquinas Cleiton Rodrigues, de 37 anos, do Hyundai/ HB20, não teve condições de desviar e também passou pela terceira vez sobre o corpo do desconhecido.

Após a tragédia, uma equipe do Samu foi chamada e constatou a morte da vítima. Nenhum dos motoristas envolvidos no atropelamento sofreu ferimentos, apesar do susto. O delegado Victor Mello acionou uma equipe de perito da Polícia Cientifica para a realização de levantamentos que podem ajudar a esclarecer a circunstância em que ocorreu o acidente. A Polícia Rodoviária controlou o tráfego de veículos naquele trecho da Mogi-Dutra, o qual somente retornou ao normal depois da remoção do corpo.

A Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga são rodovias que apresentam elevados números de acidentes, principalmente atropelamentos com vítimas fatais, muito embora seja reconhecido por policiais que as estradas apresentam sinalizações aéreas e de solo, orientando motoristas e pedestres.

Os acidentes são causados conforme a legislação por imprudência do próprio condutor ou da vítima, no caso de atropelamentos; negligência de ambas as partes por não obedecerem os sinais de trânsito, e imperícia – nesta situação o motorista abusa da velocidade e sequer sabe guiar adequadamente o seu veículo, seja carro, caminhão ou moto. Há situações que também não o preservam como determina a lei.

No final da tarde desta sexta-feira (20), o corpo da vítima de atropelamento na Mogi-Dutra carecia de identificação. Nenhum familiar ou amigo compareceu no IML para fazer o seu reconhecimento.

Uma funcionária do Posto disse a O Diário que “o corpo permanecerá aqui durante 72 horas, já foi fotografado e coletadas as impressões digitais para o corpo ser no futuro identificado. Somente após esse prazo a vítima será sepultada como indigente”.

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