ATUALIZAÇÃO

Homem que matou e escondeu corpo da mulher dentro de casa em Suzano é preso

O corpo da vítima foi encontrado enrolado em um lençol, em uma casa em Suzano. (Foto: reprodução - Polícia Militar)
O corpo da vítima foi encontrado enrolado em um lençol, em uma casa em Suzano. (Foto: reprodução – Polícia Militar)

O desempregado Mário Cruz, de 36 anos, teve hoje de manhã o auto de prisão em flagrante por homicídio doloso (com intenção) qualificado – feminicídio praticado contra mulher por razões de condição de sexo, se tornar em preventiva durante a audiência de custódia no Fórum de Mogi das Cruzes, no Distrito de Braz Cubas. Diante da decisão, ele foi escoltado ao Centro de Detenção Provisória no Parque Maria Helena, em Suzano, onde vai aguardar o seu julgamento.

O criminoso reafirmou a versão sobre o motivo que executou a pancadas, na madrugada desta quinta-feira, a companheira dele, Suzana Gonçalves, de 30 anos. Garantiu que estava sendo traído e por ciúmes o casal discutiu. “Eu empurrei a Suzana, ela bateu a cabeça e morreu”, alegou.

Mário Cruz foi capturado pela Polícia e conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher acabou autuado em flagrante pela delegada titular Silmara Marcelino.

O assassino foi detido num campo de futebol na Estrada do Marengo, em Suzano. No local do crime, além do corpo encontrado na cama envolto por um cobertor, havia um machado que teria usado para cometer a execução da companheira. A vítima tinha ferimentos nos braços, pescoço, pernas e afundamento de crânio, ou seja, segundo a Polícia, Suzana foi agredida até a morte.

A vizinha Bianca Vieira Ambrósio, de 18 anos, contou na delegacia que ouviu a discussão do casal e Mário gritava que iria matar a mulher.

Outra testemunha do homicídio, o estudante Marcos Eduardo Silva Cruz, de 18 anos, filho de Mário Cruz, esclareceu aos policiais que é namorado de Bianca Vieira, e por volta das 3 horas, da madrugada de quinta-feira, viu o corpo de Suzana na cama enrolado num cobertor. Ele contou que avisou a Polícia.

Ainda conforme relatou Marcos, “o meu pai e Suzana bebiam álcool e usavam drogas, além do mais, os dois viviam discutindo”.

Já Mário Cruz confessou que ficou nervoso ao retornar para casa e ver que Suzana estava com um cobertor diferente.”Ela confirmou que estava me traindo. A empurrei e depois de bater a cabeça, caiu na cama, mas pensei que estava dormindo e depois de um bom tempo, notei que já estava morta”, concluiu o assassino.

Laércio Ribeiro

Laércio Ribeiro

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