ARTIGO

Honestidade e probidade

Olavo Câmara

Lamentavelmente as classes não aprendem. O dinheiro não é a principal arma para sobreviver, embora seja muito importante. Os brasileiros pela formação histórica, vivendo num pais rico em recursos não valorizam esta nação gloriosa. O oportunismo social, político e econômico têm dominado os milhões de brasileiros. O povo perdeu a vergonha e a moralidade, salvo as exceções. Há uma diferença entre honestidade e probidade. Quem são os honestos? Os honestos agem naturalmente e fazem tudo certo e correto mesmo que não haja fiscalização ou lei que determine fazer “isto ou aquilo”.

Exemplo de honestidade? Um cidadão emprestou um livro para um amigo e esqueceu que havia emprestado. Passados dois anos o amigo vem devolver o livro ao cidadão. Outro exemplo de honestidade é quando você não avança quando um semáforo está vermelho, mesmo não havendo fiscalização. O que é probidade? É o probo, ou seja, quem respeita e age dentro da lei! Então ele é honesto também? Não, ele cumpre a lei porque tem medo da punição. Caso não houvesse lei o cidadão probo não agiria com honestidade. Enfim, o honesto é naturalmente honesto e o probo é cumpridor da lei.

Muitas décadas se passarão para modificar o comportamento do povo, se forem iniciadas reformas agora. “Os de cima”, ou seja, das classes mais elevada econômica e socialmente precisam dar exemplos, o que não ocorre no momento. Enquanto os três principais pilares da sociedade não forem reconstituídos, não haverá desenvolvimento de consciências nem implantação de política idearia.

Quais são os três pilares que precisam ser reconstruídos? A Familia, a Educação e a Religião. Os casamentos atuais terminam antes de completar dez anos; a Educação tanto familiar como escolar, também estão destruídas. Os jovens e alunos, em sua grande maioria não respeitam, não são educados e estão despreparados para uma vida digna e sadia. Quanto às religiões, salvo algumas, a maioria delas está buscando acumular fortunas e iludir os seus fiéis, pregam a fé, mas não a confiança. O que fazer diante de tantos descalabros? Voltar o pensamento para Deus e, diariamente, visualizar um país progressista e desenvolvido. Após visualizar um novo país procure sonhar acordado.

Olavo Câmara – Advogado, Professor, Mestre e Doutor em Direito e Política.