ARTIGO

Honestidade e solidão

Olavo Câmara

O número de pessoas honestas aumentou ou diminuiu? A impressão que se tem é que a cada ano diminui. Os honestos acabam vivendo em profunda solidão, porque os amigos honestos são poucos. Quem não gosta de viver ao lado dos “farristas, bêbados e desonestos” sofre isolado. Honestidade, compaixão e integridade. O ex-presidente Abraham Lincoln que presidiu os Estados Unidos e morreu assassinado, foi um estadista ilustre e deu inúmeras lições de vida. Em um dos seus discursos dizia que é preciso uma vida de honestidade, ter compaixão e integridade, tanto no comportamento individual, servindo de exemplo ou exigindo que as pessoas cumpram estas virtudes. Há uma diferença entre honestidade e probidade.

O cidadão probo é aquele que cumpre as leis, regulamentos, decretos e a imposição legal do Estado, enquanto que o honesto é naturalmente honesto. Qual é a diferença? O honesto age corretamente tendo ou não fiscalização ou lei determinando que se “faça isso ou aquilo”, porque está no seu caráter e no seu íntimo agir corretamente, seguindo a máxima: “não façais aos outros aquilo que não queres que te façam.”. Por outro lado o probo não é honesto, mas cumpre as leis e determinações porque tem medo da punição, seja das leis. Compaixão é o que mais falta na maioria dos humanos.

Outro item que falta é a integridade. E afinal o que é a integridade? É ter reputação ilibada, ou seja, sem qualquer mancha e ter um elevado grau de amor ao próximo. Se todas as autoridades, empresários e as principais lideranças do Brasil adicionassem estas três palavras no dia a dia (honestidade, compaixão e integridade), este país mudaria de rumo e serviria de exemplo para o mundo. Mas, vale destacar que em alguns países, embora com os seus erros e defeitos, a maioria da população é mais comportada e honesta.

Olavo Câmara é advogado, professor, mestre e doutor em Direito e Política


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