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Hora de pensar a Mogi do futuro

Por isso, a Estrada da Volta Fria e sua ponte poderiam ser duplicadas

Uma reportagem pubicada na edição de domingo passado deste jornal antecipou os resultados iniciais de um estudo feito pelo DER para pavimentar e construir uma nova ponte na Estrada da Volta Fria, em Mogi. Segundo os dados oficiais apontados na matéria jornalística, deverão ser gastos R$ 16 milhões nas duas obras. R$ 11 milhões no asfaltamento e mais R$ 5 milhões na ponte sobre o rio Tietê, na altura do bairro Rio Abaixo. Esta verba, no entanto, limita-se a pavimentar o que já existe e a recompor uma ponte modesta, hoje impossibilitada de receber tráfego pesago em razão de suas condições de total insegurança. Os problemas começam justamente aí. Quem conhece um mínimo de Mogi sabe que um dos vetores de crescimento da cidade é a futura avenida das Orquídeas, no trecho entre Braz Cubas e Jundiapeba, paralela à linha férrea. Uma região a ser beneficiada pelas melhorias na Volta Fria. Por isso mesmo, não dá para pensar naquela estrada com um simples caminho asfaltado e com uma ponte de apenas duas faixas de tráfego. Há que se pensar grande, como fez, por exemplo, São José dos Campos, nas regiões do Banhado e Fundo do Vale, com a abertura de grandes avenidas, responsáveis por melhorias no trânsito e uma nova faceta urbanística da mais importante município do Vale do Paraíba. Exemplos também não faltam, até mesmo em nosso próprio quintal. Afinal, o que seria do trânsito na área central, se a avenida Narciso Yague não tivesse sido duplicada? Mais recente, há o exemplo da avenida Julio Simões, responsável pela supervalorização de uma região até bem pouco tempo esquecida. A futura avenida das Orquídeas é outro exemplo positivo. Com base em tudo isso, vale repensar um ouco e, se for o caso, volta a discutir com o governo estadual a duplicação da Volta Fria e de sua ponte. É uma questão de negociação e de se pensar grande em termos de futuro. Fazer a obra da Volta Fria como está sendo planejada e abrir caminho para se voltar a discutir sua duplicação em menos de uma década. Mogi cresce rápido demais para ficar presa a imediatismos, deixando para amanhã o que pode – e precisa – ser feito hoje (ou ontem). Que as autoridades reflitam um pouco mais sobre isso. Mogi merece essa atenção.

Luto

Foi sepultado, ontem à tarde, no Cemitério São Salvador, em Mogi, o corpo de José Maria Marangoni, 73 anos, falecido em virtude de complicações advindas de uma diverticulite. Marangoni foi casado com a ex-cerimonialista da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, Cida Marques. Deixa os filhos Walter, Patrícia e Mônica.

Custódia

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo aprovou, na semana passada, a resolução que dispõe sobre a realização de audiência de custódia no âmbito da Justiça Eleitoral paulista. Conforme a medida, toda a pessoa presa em flagrante delito deve ser, obrigatoriamente, apresentada a uma autoridade do Poder Judiciário dentro de 24 horas, para que seja analisada a legalidade do ato, a continuidade da prisão, ou a concessão de liberdade com ou sem outras medidas cautelas. Será avaliado também se houve a ocorrência de maus-tratos ou tortura.

Olha o golpe!

O vereador Mauro Araújo (MDB) e o empresário Joel Leonel Zeferino foram vítimas de uma nova modalidade de golpe. Pela internet, eles participaram de um suposto leilão, no qual adquiriram 12 veículos por pouco mais de R$ 380 mil. Feito o pagamento, por meio de transferência bancária, os compradores passaram a ligar para o número do site para saber quando os carros seriam entregues. Como ninguém atendia, eles procuraram pelo endereço da sede da empresa e nada encontraram. A solução foi procurar a Polícia, que agora investiga o estelionato.

Eleição

O professor Josemir Ferraz de Campos deverá ser reconduzido ao cargo de presidente da Corporação Musical Lira São José Operário, na eleição do próximo sábado, às 20 horas, no salão paroquial da Igreja Matriz de São José, no Mogilar. Os demais titulares da diretoria serão: Luiz Francisco de Castro (vice), Valteli Rodrigues de Aguiar (1º tesoureiro), Waldir Alves Rodrigues (2º tesoureiro), Arismir Ferraz de Campos (1ª secretária), Yara Cardoso Feliciano (2ª secretária), Richard Felix Bitelli (diretor artístico) e Mauricio Júlio Salazar Fritoli (vice-diretor artístico).

Frase
Para gozares de boa reputação, dá publicamente e roube em segredo.
Josh Billings (1818-1885), pseudônimo de Henry Wheeler Shaw, humorista norte-americano