DADOS

Hospital de Campanha de Mogi atende 162 pacientes em um mês

NO MOGILAR Hospital de Campanha, na avenida Cívica, contava com 19 pacientes internados até ontem. (Foto: Eisner Soares)

O Hospital de Campanha de Mogi, erguido na avenida Cívica com o objetivo de atuar na retaguarda do combate à pandemia de Covid-19 na cidade, completa um mês de funcionamento hoje. Até o início da tarde desta terça-feira, a unidade já havia admitido 162 pacientes, dos quais 128 tiveram alta, 15 foram transferidos após piora no quadro clínico e 19 permaneciam internados. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com novas informações da pasta, a previsão é de que o hospital funcione até o final de julho, mas “dependendo da demanda, o prazo pode ser ampliado”.

A abertura da unidade, que ocorreu no dia 24 de maio, precisou ser antecipada dias antes do previsto, quando a pandemia do novo coronavírus ainda não apresentava sinais de trégua na cidade. O cenário até então continuava alarmante: Mogi registrava aumento crescente nas taxas de internações de pacientes com a Covid-19, além de elevação diária de novos casos e óbitos. Hoje a situação é mais favorável, e na avaliação do próprio secretário municipal de Saúde, o médico Henrique Naufel, Mogi já “passou do platô de pico da doença”, e caminha para uma estabilização, que depende do apoio da população.

Segundo a secretaria, a unidade recebeu pacientes de diferentes faixas etárias, mas a média de idade gira em torno de 56 anos. Assim como no número de infectados em Mogi, a maioria dos pacientes atendidos no Hospital de Campanha é homem: do total, 96 são do sexo masculino e 66 do feminino.

Por enquanto, o hospital continua com 50 leitos de enfermaria – para pacientes com sintomas leves e moderados da Covid-19, que serão expandidos caso haja necessidade, podendo chegar até 200, conforme demanda. Porém, a unidade sempre trabalha bem abaixo desta capacidade. Segundo a Saúde, o maior número de internações simultâneas foi 25.

O Hospital de Campanha de Mogi não funciona de portas abertas, ou seja, ele serve de retaguarda para todos os hospitais da cidade e atua como extensão do Hospital Municipal, também com gerenciamento pela organização social Fundação do ABC. De lá para cá, o valor da construção do Hospital de Campanha – R$ 2.891.000,00 – continua sendo motivo de polêmicas e reclamações.

Questionada por O Diário, a Secretaria de Saúde afirmou que após o hospital ser desmontado, alguns itens da unidade serão utilizados em novas unidades que estão sendo implantadas na cidade, como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jundiapeba, o Complexo Integrado de Atenção à Saúde (CIAS), no Rodeio e a Maternidade Municipal, em Braz Cubas. “Outros serão direcionados às unidades de origem, de onde foram remanejados temporariamente”, informou a pasta em nota.


Deixe seu comentário