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Hospital de campanha de Mogi deverá ficar pronto dia 16

OBRA Hospital de campanha está em construção na avenida Cívica, no Mogilar, e contará com 200 leitos. (Foto: divulgação – PMMC)

A Prefeitura de Mogi ainda não tem data para início da atividade do hospital de campanha em construção na avenida Cívica, no Mogilar, para atender exclusivamente pacientes diagnosticados com Covid-19. Entre os motivos para indefinição, segundo o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, falta bater o martelo se o espaço será gerenciado por uma organização social, que é a possibilidade que tem a maior probabilidade de ser acatada pela administração municipal.

Já a parte estrutural inicialmente foi projetada para ficar pronta em 15 dias, com a previsão de término no dia 16 deste mês. De acordo com o secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, Claudio de Faria Rodrigues, os trabalhos estão concentrados nos dois blocos de enfermaria. Um deles já está 100% coberto e passa pela montagem do piso, enquanto no segundo é concluído o fechamento de cobertura e paredes laterais em lona.

“Está sendo feita a estrutura para passagem das redes elétricas, as passarelas de interligação entre o hospital e o ginásio, todas as redes de infraestrutura externa, de energia para atender a necessidade do hospital, abastecimento de água e esgoto, necessárias para o funcionamento do hospital, e a Prefeitura já recebeu parte do ar-condicionado que será instalado no local”, detalha Rodrigues.

Já o titular da pasta da saúde explicou que o hospital vai funcionar no esquema de porta fechada, ou seja, só atenderá pacientes encaminhados ao local, e exclusivamente aqueles que testaram positivo para o novo coronavírus e precisam de atendimento de baixa e média complexidade. “Teremos dois leitos de UTI lá, mas só para atender ao paciente que o quadro de saúde complicar, até que ele seja transferido. Esses leitos nem vão entrar para contabilizar na rede”, pontuou Naufel.

Os 200 leitos terão oxigênio, ar comprimido, vácuo, tudo o que há em uma enfermaria hospitalar.

Ainda de acordo com o secretário de Saúde, até a última sexta-feira, a Prefeitura havia recebido R$ 5,7 milhões entre recursos dos governos do Estado e Federal para enfrentar o novo coronavírus. Mas ainda não há levantamento, segundo Naufel, de quanto vai custar a estrutura e a manutenção mensal.

A cidade tem sentido alta no número de pacientes que precisam de UTI durante o tratamento contra a Covid-19, mas ainda há leitos vagos. Dos 23 respiradores alugados, apenas 12 chegaram até o momento, devido à alta procura.

Além disso, o município faz a aquisição de 10 mil testes rápidos do novo coronavírus, que serão usados para pacientes com sintomas da doença e precisam de atendimento médico, como forma de triagem para entrada no hospital de campanha. “Ele é feito com o sangue do paciente. A gente espera que chegue ainda nesta semana. Lembrando que não será para a população em geral. Não tem teste para tudo isso”, pontuou.


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