Hospital Luzia

Em resposta à matéria “Assembleia discute ampliação do Luzia” publicada pelo jornal O Diário de Mogi em 20 de maio, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo esclarece que o Hospital Luzia de Pinho Melo é uma unidade de referência para atendimentos de alta complexidade. Hoje, cerca de 80% dos atendimentos realizados no pronto-socorro da unidade  são de baixa complexidade e deveriam ser absorvidos pela rede municipal. O PS da unidade prioriza atendimento a casos graves e gravíssimos, de pacientes levados pelos serviços de resgate e Samu. O fluxo no hospital é dinâmico, podendo haver picos de superlotação. É importante deixar claro que a unidade já está ampliando seus atendimentos, como é o caso da cardiologia, que desde janeiro realiza implantes e trocas de marcapasso, ressincronizador cardíaco e cardiodesfibrilador e oncologia, área onde o hospital também promove um expressivo trabalho, realizando no ano passado mais de 68 mil atendimentos relacionados ao tratamento de casos de câncer.  Também que estão sendo investidos quase R$ 16 milhões do tesouro estadual para implantação do Serviço de Radioterapia, que irá complementar o atendimento oncológico prestado na unidade. Há ainda a UTI coronariana que será inaugurada no mês de julho,  ampliando ainda mais a oferta de serviços de alta complexidade, o que é excelente para a Região. Todo este trabalho não terá sentido se os municípios não realizarem os atendimentos preconizados pelo SUS, isto é, casos de baixa complexidade. É equivocado estimular o encaminhamento indiscriminado dos pacientes ao Luzia. O que deve ser feito é investimento no fluxo correto de atendimento, facilitando assim a vida dos pacientes, que terão atendimento médico próximo à sua residência, e garantindo que o Hospital Luzia de Pinho Melo cumpra seu papel de atender aos casos mais graves. As propostas apresentadas pelos representantes da Região serão analisadas.

Assessora de Comuniação
Secretaria de Estado da Saúde