DIA DE PREVENÇÃO À SURDEZ

Idade e exposição a ruídos contribuem para diagnóstico de surdez

Médico otorrino Mohamad Saada explica os fatores que levam à surdez. (Foto: Divulgação)
Médico otorrino Mohamad Saada explica os fatores que levam à surdez. (Foto: Divulgação)

Neste sábado (10) é celebrado o Dia de Combate e Prevenção à Surdez e o debate sobre o assunto ganha ainda mais importância diante do aumento da expectativa de vida, do uso desregrado de fone de ouvido e da exposição a ruídos dos grandes centros, como buzinas, barulho de carros, entre outros, que são as causas mais comuns nos diagnósticos de perda de audição.

O otorrino e cirurgião Mohamad Saada explica que a enervação do corpo vai atrofiando conforme os anos avançam, isso reflete na mobilidade, paladar e também na audição. “Com a população com mais idade, a gente observa um aumento neste tipo de surdez, que afeta diretamente a vida das pessoas, sobretudo porque elas perdem até a capacidade de interagir com os outros”, pontua o especialista. Ele diz ainda que o fator genético também influencia muito nesta questão, mas que a diminuição deste sentido geralmente ocorre após os 60 anos de idade.

Saada destaca ainda que o segundo fator é o histórico de vida do paciente. Se a pessoa fica exposta a mais de 85 decibéis no ambiente de trabalho, no trânsito ou em festas, este ruído vai causando um desgaste do nervo auditivo e o acúmulo, a longo tempo, resulta em surdez. “Com o exame de audiometria, a gente consegue identificar se a perda de audição é causada pela idade mesmo ou pelo trauma acústico da exposição a locais com muitos ruídos”, destaca.

Nestes dois casos, a perda é irreversível, com tratamentos apenas para tentar retardar a progressão da surdez. “As perdas reversíveis são quando a pessoa fica gripada e vai catarro para o ouvido ou em casos de algumas doenças que deixam os ossos imobilizados. Aí o tratamento devolve a mobilidade. Mas nos casos de doença e trauma, os tratamentos são mesmo para estacionar a situação”, pontua.

O otorrino diz ainda que, assim como outros membros do corpo, o ouvido precisa de descanso, então é importante que quem mora em locais com bastante barulho noturno encontre alternativas para diminuir o ruído durante o sono.

Além disso, ele dá outras dicas. Aos recém-nascidos, a orientação é de que os pais façam o teste da orelhinha para saber se a criança escuta, porque em caso de irregularidade, o tratamento até os 2 anos e o implante coclear podem ser alternativas. Para as crianças de média idade, deve-se evitar a exposição do ouvido com aparelhos tecnológicos.

Os jovens precisam evitar o fone de ouvido em volume acima do normal, que inclusive é destacado nos aparelhos mais modernos. Já para a terceira idade, a dica é evitar exposição a volumes altos, para a surdez não progredir.