DE VOLTA

Igrejas católicas e evangélicas de Mogi já reabrem

composição Bancos foram espaçados no interior da Catedral de Santana para receber frequentadores. (Foto: divulgação)
composição Bancos foram espaçados no interior da Catedral de Santana para receber frequentadores. (Foto: divulgação)

As igrejas já podem realizar celebrações com a limitação máxima de 30% da ocupação dos templos. Ontem, pela primeira vez, em 80 dias, a missa do meio-dia, na Catedral de Santana, foi aberta ao público, quebrando a série de cultos restritos apenas aos padres e auxiliares, como medida de prevenção à propagação do novo coronavírus. E uma grande parte das cerca de mil igrejas evangélicas da cidade deverá ser reaberta, segundo estima o pastor José Miraíde Penha, do Conselho dos Pastores e Obreiros de Mogi das Cruzes.

Na Catedral, os bancos foram espaçados, o que atende a uma recomendação da Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB), como o estabelecimento do limite máximo de 30% da ocupação das igrejas durante as missas.

Outras paróquias deverão estabelecer critérios próprios na retomada dos ofícios, mas atendendo às determinações governamentais, como destaca comunicado do monsenhor Antônio Robson Gonçalves, vigário-geral da Diocese de Mogi das Cruzes, emitido ontem.

Dom Pedro Luiz Stringhini não editou um decreto próprio da Diocese de Mogi das Cruzes sobre o Plano da Retomada Consciência da Economia. Mas sublinhou na carta endereçada aos parócos que cada um deles, “a seu juízo, com prudência e cautela” deve estar atento “à realidade e necessidades dos fiéis de sua Paróquia, acatando o que determinam as autoridades municipais e estaduais e seguindo os protocolos de segurança e higiene”.

Sobre a volta dos devotos à Catedral, o pároco Claudio Antonio Delfino, da Catedral, falou sobre a esperança, agradeceu às pessoas que estão na linha de frente do combate à Covid-19 e comentou: “queremos rezar e respeitar as normas sanitárias”.

Evangélicos

A igreja Shalon, do pastor José Miraides Penha, permanecerá fechada. Pessoalmente, ele afirma que ainda é cedo para a reabertura dos templos. “Existe, porém, um decreto municipal que autoriza a reabertura”, destaca. A decisão de não retornar os cultos, comenta ele, se deve ao perfil dos evangélicos que frequentam as igrejas. “Temos um público vulnerável, idosos, diabéticos, que precisam ser preservados”, comenta.

Ele estima, no entanto, que 70% das das igrejas devem voltar a receber o público. Muitas, durante a pandemia, transmitiram as celebrações pelas redes sociais. “Seria preciso bom senso para retomar as atividades”, observa.

A comunidade evangélica sofreu duras perdas durante a pandemia, segundo o conselheiro. Sete pastores, de igrejas tradicionais, como a Batista de Braz Cubas, Conexão da Paz, Madureira e a Casa da Bênção, faleceram por causa da Covid-19.


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