IMPOSTOS

Igrejas do Carmo ainda precisam de repasses da comunidade e empresariado mogiano

projeto de restauro avaliado em r$ 790 mil depende de ajuda; parte de impostos pode ser repassada à reforma. (Foto: Arquivo)
projeto de restauro avaliado em r$ 790 mil depende de ajuda; parte de impostos pode ser repassada à reforma. (Foto: Arquivo)

As igrejas das Ordens Primeira e Terceira do Carmo, em Mogi das Cruzes, dependem da população e do empresariado da Cidade para continuar de pé. Patrimônio histórico tombado nas três esferas, elas têm projeto de restauro avaliado em R$ 790 mil e já foram abertos dois programas, no âmbito municipal, com a Lei de Incentivo à Cultura e o Programa de Ação Cultural (ProAc); e no Governo do Estado. As duas modalidades permitem que parte de impostos seja repassada à reforma das igrejas.

O projeto aprovado pelo ProAc em julho garante que os empresários repassem o valor de Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal (ICMS) ao projeto, sendo necessário apenas o interesse do empresariado. Fora isso, a Secretaria Municipal de Cultura conseguiu ainda inscrever a troca de bancos e a reforma no sistema elétrico, avaliadas em R$ 81 mil na LIC, que amplia a modalidade para os tributos municipais, como Imposto Sobre Serviço (ISS) e também o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o que abrange também as pessoas físicas.

No entanto, segundo a diretoria da pasta, Margareth Silvestrini, até o momento apenas o grupo JSL repassou parte do ICMS ao projeto, o que representa 20% do valor total. Mas para dar início aos trabalhos é necessário ter, pelo menos, 30% do montante.

A gente precisa de uma mobilização das pessoas porque o que a Secretaria pode fazer e está fazendo. A demora em conseguir este dinheiro deteriora ainda mais a estrutura da igreja, que é um patrimônio da Cidade, muita gente gosta, mas é preciso se mobilizar também”, destacou Margareth.

Em entrevista a O Diário, o coordenador do acervo das igrejas, Marcos Siqueira, explicou que o templo religiosos continua em pleno funcionamento, com missas e casamentos, mas que o problema com o cupim é um problema que avança nos prédios.

Por conta disso, o projeto contempla pontos que precisam de reparos. A maior parte deles está na Ordem Primeira. Segundo Siqueira, lá é necessário trocar a cobertura, cimalhas – saliências ou arremates na parte mais alta da parede onde assentam os beirais do telhado – e reformar altares, enquanto na Ordem Terceira, as cimalhas já foram trocadas em 2017. Além disso, o valor contempla ainda um estudo para verificar como está a parte estrutural das igrejas.

Os prédios são tombados como patrimônio histórico nacional e, além do registro arquitetônico e de raras pinturas sacras, possuem um Museu, o MIC, que será reaberto após as obras. Com o tombamento deste complexo formado por dois edifícios, ligados internamente por um pátio localizado atrás da torre sineira, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), criou-se o raio de 300 metros a partir delas com o Centro Histórico de Mogi. A Igreja da Ordem Primeira é a mais antiga, com construção datando de 1633. A Igreja da Ordem Terceira (a da esquina) tem sua construção datada de 1780 e visa atender aos leigos consagrados à devoção carmelita.