REFERÊNCIA

Igrejas e capelas de Mogi das Cruzes atraem visitantes

Catedral de Santana está localizada na área central de Mogi das Cruzes. (Foto: arquivo)
EXEMPLO Conjunto das igrejas do Carmo, na área central de Mogi, faz parte do roteiro turístico

Em uma cidade com seus recém-completados 459 anos, as construções antigas são numerosas. Por isso, talvez, o turismo religioso passe muitas vezes despercebido para os moradores de Mogi das Cruzes. São cenários comuns no dia a dia dos mogianos, mas que guardam muitas histórias, com imóveis do século XXVII e muitas vezes tombadas como patrimônio histórico. É o caso do conjunto das Igrejas do Carmo.

Carmo, no Centro, ponto de passagem de milhares de pessoas diariamente.

O conjunto das Igrejas do Carmo é composto de dois edifícios, ligados internamente por um pátio localizado atrás da torre sineira. É um dos patrimônios históricos da cidade, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A Igreja da Ordem Primeira é a mais antiga, datando sua construção de 1633. A Igreja da Ordem Terceira, que fica na esquina da Rua São João com a Otto Unger, tem sua construção datada de 1780 e, como as igrejas de terceiros, visa atender aos leigos consagrados à devoção carmelita.

Catedral de Santana

Catedral de Santana está localizada na área central de Mogi das Cruzes. (Foto: arquivo)

Conhecida por muitos como a igreja matriz da cidade, a Catedral de Santana está ao lado do marco zero de Mogi. O templo é destinado à padroeira Sant’Anna e foi construído em 1902, no mesmo local onde foi erguida a primeira capela do povoamento. Em 1952 foi idealizada uma nova igreja pelo Monsenhor Roque Pinto de Barros, Vigário da Paróquia. Sendo assim, o projeto arquitetônico foi inspirado na arquitetura romana dos primeiros templos cristãos, e a fachada compõem-se de um corpo central, correspondente a nave principal, ladeado por duas torres. Um conjunto de três pórticos em arco sobressai-se na formação do adro externo. Sob a torre direita localiza-se o batistério.

Santuário Bom Jesus (Igreja de São Benedito)

Ainda no Centro, o Santuário do Bom Jesus é uma construção do final do século XVIII e início do XIX. As paredes do templo religioso são feitas de taipa de pilão e taipa de mão. Inicialmente denominada de Igreja do Bom Jesus de Matozinhos passou a se chamada mais tarde de Igreja de São Benedito, devido a acontecimentos ocorridos no século XIX.

Igreja Matriz de Taiaçupeba

Mais afastada, a Paróquia Santa Cruz – Capela do Ribeirão é considerada a matriz do distrito de Taiaçupeba. Reformada por volta do século XIX e redecorada por talhas e pinturas muito valiosas em seu forro, que merecem destaques por terem sido feitas por José Benedito da Cruz, grande artista sacro-popular conhecido como JBC.

Capela de Santo Alberto

Apesar de parecer simples, a Capela de Santo Alberto, que fica na Estrada Santo Antônio, é um exemplar único e curioso. Isso porque não se sabe ao certo por quem e quando foi construída. Existem, entretanto, referências bibliográficas que datam a sua construção do século XVII, aproximadamente em 1611. As possibilidades de construção também são variadas e por ter sido feita pelos jesuítas, pelos Carmelitas ou até mesmo por particulares que utilizaram taipa de pilão. Tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a capela, o seu altar e o retábulo constituem-se em um dos raros vestígios do início da colonização do Brasil e do desbravamento da região de Mogi das Cruzes no final do século XVI. O pequeno templo religioso recebeu este nome em homenagem a uma pintura de Santo Alberto encontrada na primeira década do século XVII na Serra do Itapeti.

Capela Santa Cruz

Voltando ao Centro, está a Capela Santa Cruz, que fica na Rua Dr. Ricardo Vilela. Foi, no final do século XIX, início do passado, ponto de acolhimento de corpos dos que morriam na Serra do Itapeti. Eles vinham, conduzidos em padiolas ou redes e eram depositados no interior da capela (“não prestava descer corpo em qualquer trecho de estrada” rezava a crença popular). Na capela os corpos eram colocados em caixões cedidos pela Prefeitura e, então, seguiam em procissão para o Cemitério de São Salvador. Uma reta e três quarteirões separaram a capela do cemitério.

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