CASO ARUÃ

IML de Mogi confirma laudo de corpo exumado de jovem morto durante assalto a posto

A Justiça autorizou a exumação a pedido da família de Matheus Wilson, que considerou as dúvidas levantadas pelo perito particular Sérgio Hernandez Saldias. (Foto: Reprodução/ TV Diário)
A Justiça autorizou a exumação a pedido da família de Matheus Wilson, que considerou as dúvidas levantadas pelo perito particular Sérgio Hernandez Saldias. (Foto: Reprodução/ TV Diário)

O delegado Rubens José Angelo, titular do Setor de Homicídios de Mogi, divulgou na tarde de ontem o laudo da exumação do corpo de Matheus Wilson da Costa Reis ocorrida em 12 de abril deste ano, no Cemitério Parque das Oliveiras, a pedido da família da vítima. “Não foi possível identificar os orifícios de entrada descritos no laudo inicial
devido ao estado de esqueletização do corpo. Estamos encaminhando fragmento de projétil retirado do braço esquerdo para exame balístico”, concluíram os médicos legistas José Shiro Higashi, Eduardo Umberto Lisbão e Ronaldo José Dalia Bernardina Júnior, do Posto do IML de Mogi.

 A exumação foi autorizada pela Justiça a pedido da família de Matheus, a qual contratou perito particular diante das dúvidas que ele levantou em torno da morte de Matheus e dos seus outros dois colegas. De acordo com o delegado Rubens, que preside o inquérito sobre a troca de tiros com policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações de Combate ao Crime Organizado), na noite de 9 de março de 2017, no Bairro da Ponte Grande, que causou a morte de três acusados de roubos a postos de gasolina em Mogi, além de deixar outro baleado, “o laudo da exumação em nada vai alterar o anterior; já ouvimos os policiais, testemunhas e vamos realizar mais diligências
para concluir o inquérito”.

O laudo necroscópico inicial, o qual provocou controvérsias, foi assinado pelo médico legista Eduardo Lisbão, relatando que o adolescente Rogério Santos de Oliveira Filho, de 17 anos, teve 19 ferimentos perfuro contundentes de arma de fogo, que podem ser de entrada e saída de projéteis, segundo relatou ao jornal o delegado Rubens Angelo.

Os comparsas de Rogério receberam em média seis tiros cada um: Matheus Wilson da Costa Reis e Victor Andrade Gomes Tito, ambos de 19 anos. Eles morreram no local, mas Victor de Oliveira Saldanha, da mesma idade, ficou 12 dias internado e sobreviveu. Ele ainda se encontra encarcerado por força de uma prisão preventiva.

Já o médico legista José Shiro Higashi frisou no exame necroscópico que um dos tiros atingiu o pescoço e perfurou o olho esquerdo de Victor Tito. No caso de Victor e Matheus, os disparos foram efetuados à ‘curta distância”, mas não “à queima-roupa”.