LUTO

Independente, Dadaça morre aos 69 anos

PERFIL Dadaça atuou em O Diário e na Aços Anhanguera. (Foto: arquivo)

Nos bailes de Carnaval, quando Maria das Graças Campos Silva entrava no salão do Clube de Campo, as amigas conferiam os olhares se voltando para ela. Sempre bronzeada – amava os dias de sol, passados à beira da piscina ou no mar -, ela será lembrada pela independência, a defesa de suas opiniões e dos amigos (ai de quem falasse mal deles) e a paixão incondicional pelo Corinthians. Dadaça era seu apelido.

Mogiana, ela faleceu aos 69 anos na noite de sábado após lutar contra o câncer que começou na mama. Desde quinta-feira última estava na UTI do Hospital Villa Lobos, em São Paulo. Aos conhecidos e familiares, ficarão memórias da morena de beleza marcante, altiva e de humor afiado e até ferino, por vezes, que muito cedo começou a trabalhar, ao contrário de outras amigas da mesma idade que estudavam no Instituto Dr. Washington Luís. Amava a independência, resume a amiga e colunista social Silene da Cunha Pinto.

Filha do ex-ferroviário Theobaldo Davi Silva, que teve oito filhos, em dois casamentos, ela e os irmãos residiram em um casarão na esquina das ruas Ricardo Vilela e Coronel Moreira da Glória, onde está hoje o sisudo prédio de um restaurante e pizzaria.

A casa da família era conhecida por receber jovens, nos finais de semana. Tinha um jardim e uma varanda, com duas cadeiras de ferro, onde as amigas se encontravam para bater papo e chamavam a atenção de rapazes que por ali passavam… de propósito.

Dadaça trabalhou em empresas como a Aços Anhanguera e no jornal O Diário (aqui, integrou o Departamento Comercial entre 1999 e 2004 e fez muitos amigos). Durante longo período morou na rua Pamplona, em São Paulo. Mas manteve as amizades mogianas. Na capital, costumava receber as amigas de Mogi em programas memoráveis.

“Ela sempre gostou de dançar, de festas, foi namoradeira. Era resolvida”, comenta Silene. Ah, e além do futebol, gostava de ler.

Solteira, Dadaça foi enterrada após breve cerimônia familiar, no final da tarde de domingo, no Cemitério São Salvador. Era irmã de Augusto, Ary, Aimberê e Cláudio, além de Ana Maria, Débora e América (as três in memorian) e deixou sobrinhos e amigos.


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