ECONOMIA

Indústria e construção mostram sinais de recuperação em Mogi

META Município está em tratativa com três empreendedores interessados em Mogi. (Foto: Arquivo)
pedidos de aprovação da indústria e construção civil entre o ano passado e este mostram recuperação dos investimentos. (Foto: Arquivo)

Por ano, a Prefeitura de Mogi recebe cerca de 15 mil pedidos de aprovação de construção, reforma ou adequação de obras. A análise desses processos ajuda a monitorar o ritmo de investimentos da construção civil. Enquanto no ano passado a movimentação da construção civil mostrou uma reação da indústria à recessão econômica, nos últimos meses, a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano percebeu a tendência de retomada dos lançamentos imobiliários de construtoras que atuam na cidade.

Primeiro, constata o arquiteto Claudio de Faria Rodrigues, secretário da Pasta, começaram a ser recebidos projetos de ampliação das plantas de empresas como a NGK do Brasil, General Motors (GM), Kimberly-Clark e Melhoramentos. “Nós notamos que a retomada da produção incentivou as unidades industriais a darem entrada de pedidos de ampliação de fábricas mogianas”, disse, comparando que, no ano passado e neste início de 2019, foi o setor residencial que dá os sinais de recuperação. Juntas, as empresas citadas estão entre as que mais geram empregos diretos e indiretos na cidade.

Entre os empreendedores que começam a apresentar projetos para a construção de unidades estão a Helbor, com imóveis a serem erguidos no Distrito de César de Souza, ao lado dos módulos dos empreendimentos Ipoema, e a MRV, que planeja construir outras 1,3 mil unidades, também em César de Souza, distrito vocacionado para a expansão imobiliária por causa da oferta de terrenos ainda sem edificações.

Os projetos de expansão imobiliária da MRV serão na região da Rua Adolfo Lutz, atrás do Parque Centenário e da unidade da Hogänas, e na Estrada do Beija-Flor, entre César de Souza e o Botujuru.

“Notamos que a retomada de projetos começou pela indústria, no primeiro momento, e mais recentemente, pela construção residencial, com as apresentações de planos para as áreas entre o Rodeio e César de Souza, que estão em ampliação, e que receberão, em breve, o Projeto Ecotietê”, acrescenta.

O Projeto Ecotietê prevê um apanhado de intervenções ao longo da margem do Rio Tietê, com a criação de parques ecológicos e novas artérias viárias, que irão interligar pontos como as avenidas Antonio Almeida, Francisco Rodrigues Filho, e Catarina Marcatto, além da despoluição dos córregos do Lavapés e dos Corvos, e a ampliação da capacidade da Estação de Tratamento de Água (ETA), instalada ao lado do Parque Centenário.

Os novos projetos imobiliários, em planejamento, visam a ocupação futura dessa faixa territorial, onde está também o empreendimento Bela Cittá, na propriedade conhecida por abrigar a antiga Fazenda Rodeio.

Além da expansão de moradias, a Secretaria Municipal de Planejamento acompanha o recebimento de planos como a expansão do Mogi Shopping e de outros empreendimentos comerciais em fase de prospecção. Mas, nesse caso, do setor comercial, admite Rodrigues, “o passo é mais lento. Alguns foram anunciados, mas ainda não vingaram”.

Pasta estrutura projeto do Ecotietê
O desenho futuro dessa região entre Mogilar, Rodeio e César de Souza começa a ser tratado de maneira interna na Prefeitura com a elaboração dos projetos executivos das intervenções viárias e de saneamento, que integram o programa Mogi Mais Ecotietê, a ser executado com financiamento internacional – o primeiro dessa modalidade a ser pleiteado pelo governo municipal.

Esse projeto está estimado em cerca de R$ 350 milhões, e já recebeu o aval do Ministério das Cidades, com a aprovação do Conselho de Administração dos Recursos Fiscais (Carf), obtida no ano passado.

No decorrer deste ano, continuou o secretário municipal de Planejamento, Claudio de Farias Rodrigues, “vamos estruturar os projetos, com a criação de um grupo gestor, que será responsável pela comunicação com a sociedade e o encaminhamento dessas ações para o desenvolvimento do Projeto Ecotietê, em fases”.

Uma das primeiras etapas deverá contemplar a criação dos dois parques ao lado do Rio Tietê, já apresentados a órgãos do Governo do Estado pelo prefeito Marcus Melo (PSDB). “Nós sentimos que há alguns projetos que poderão ser realizados mais rapidamente, como a ampliação do tratamento do esgoto porque já temos a nossa ETA de César de Souza”. Outros passos são os licenciamentos para obras de novas vias que irão interligar o Nova Mogilar e César de Souza.

Neste ano, os serviços serão focados na elaboração dos projetos, e o início de obras, propriamente ditas, devem ficar para o próximo ano.

Um ponto inicial para o cumprimento desse cronograma, além do sinal verde dado pelo governo federal para o financiamento internacional, foi a aprovação do Projeto Ecotietê dada pela Câmara Municipal no final do ano passado.