REVISÃO

Início de multas nos novos radares de Mogi pode ser adiado, avalia secretário

Secretário José Luiz Freire admitiu rever o prazo para início das multas. (Foto: Arquivo)
Secretário José Luiz Freire admitiu rever o prazo para início das multas. (Foto: Arquivo)

A Prefeitura admite a possibilidade de adiar a aplicação de multas nos novos 35 pontos de fiscalização, prevista inicialmente para a partir de 1º de agosto, mas não desistiu de ampliar o monitoramento aos motoristas infratores. O secretário municipal de Transportes, José Luiz Freire de Almeida está sendo pressionado pela Câmara. Ele tratou do assunto em um encontro com vereadores, que são contra o monitoramento por radar móvel. Membros da Comissão de Transportes pretendem retomar os debates e solicitar ao prefeito Marcus Melo (PSDB) que o projeto seja suspenso para não penalizar os motoristas e evitar o desgaste com a população.

No encontro, o secretário explicou que o objetivo da Prefeitura não é ampliar a arrecadação e nem instituir a “indústria da multa”, mas criar mecanismos que possam ajudar a reduzir o número de mortes por acidentes de trânsito. Segundo ele, entre os anos de 2016 e 2017, o Município registrou 136 óbitos no trânsito. “Alguns se preocupam com multas, diferente das famílias que sofrem perdas. Se as pessoas obedecessem a sinalização não haveria a necessidade de radar, nem de multas”, argumentou.

Almeida disse que as informações sobre o programa estão desencontradas e explicou que não serão 35 novos radares, mas apenas um equipamento que será usado nos locais mais críticos. Segundo ele, a Pasta estuda a instalação cinco equipamentos fixos em locais perigosos, como na Avenida Carlos Alberto Lopes, no Mogi Moderno.

Ele explica que a Prefeitura segue Código Brasileiro de Trânsito (CBT) para determinar velocidade máxima permitida nas vias fiscalizadas.

Os valores arrecadados com as multas são destinados ao planejamento de programas, melhorias na sinalização, educação no trânsito, entre outros. Ele destacou o sucesso das ações educativas para reduzir os acidentes e diz que os motoristas estão mais atentos, “tanto que houve uma diminuição no número de multas”. No primeiro quadrimestre de 2017 foram aplicadas 27 mil multas na Cidade, contra as 14 mil registradas no mesmo período deste ano.

Todos esses argumentos, no entanto, não convenceram os vereadores. O presidente da Comissão de Transportes, vereador Cláudio Miyake, disse que “a população não pode ser surpreendida com radares atrás da moita. É preciso informar e manter locais devidamente sinalizados. Temos que esclarecer alguns pontos antes para garantir os resultados educativos do programa”, pondera. Já o vereador Diego Martins (MDB) afirma que pedirá ao prefeito o adiamento da fiscalização para 2019.


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