VERSÕES

Inquérito apura confronto entre polícia e moradores de condomínio em Jundiapeba

Vídeo mostra momento em que carro da polícia atinge mulher em condomínio de Mogi. (Foto: Divulgação)
Policial militar afirma que foi ferido com uma pedra. (Foto: Divulgação)

A prisão de Ériclis Scheneider Monteiro, de 22 anos, acusado de estar com o veículo Nissan Livina, de Wesley Hugo Garcia Gomes, ao meio-dia de sexta-feira, no estacionamento do Condomínio Jundiapeba II, na Rua Dr. Francisco Marialva, em Jundiapeba, onde ele mora com a família, resultou num tumulto que envolveu moradores do Distrito e policiais militares, resultando em ferimentos dos dois lados. Na hora, Ériclis resistiu à prisão e foi contido, segundo a PM; já moradores denunciam que foi espancado. O delegado titular César Donizeti Benedicto, do 4o DP, registrou a ocorrência como abuso de autoridade, resistên- cia à prisão, dano qualificado e desacato.

Ele optou em abrir inquérito para apurar os crimes. “Em face das informações contraditórias e divergentes entre as partes policiais e não policiais, e para melhor e ca- bal esclarecimento dos fatos, visando realçar a verdade real, que a legislação penal em vigor persegue, determino a apura- ção em sede de inquérito policial”, ordenou a autoridade. Ele também requisitou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), em Mogi, e já aguarda os laudos que serão anexados ao procedimento de Polícia Judiciária.

Confronto
Segundo policiais, eles foram agredidos a pedradas que danificaram três viaturas. Por outro lado moradores afirmaram que um dos carros da PM atropelou a comerciante Monique da Silva, de 25 anos, no estacionamento. O cabo 
Darlan afirmou na delegacia que ao dar apoio aos colegas desembarcou do carro oficial e uma das portas atingiu a mulher Monique.

Vídeo mostra momento em que carro da polícia atinge mulher em condomínio de Mogi. (Foto: Divulgação)

Ela foi socorrida por uma vizinha, sofreu escoriações e depois de medicada acabou liberada. A polícia a aponta e o marido André como ‘incentivadores’ da manifestação. O casal chegou a filmar a ação dos policiais.A confusão se generalizou com a chegada de outras equipes. O marido da comerciante, André Moisés da Silva, de 39 anos, teria atacado e ofendido os policiais, chegando a atingir com caco de piso a cabeça do sargento PM Cyro Gomes Barreto, de 31 anos. O capitão Alex Cesário do Amaral, de 47 anos, comandante da 1a Cia, do 17o BPM/M, também ficou ferido.

O policial militar W.F que apoiava os colegas formalizou queixa no 4o DP, ressaltando que em meio o protesto foi chamado de ‘macaco-gordo’. O comerciante André Moisés nega as acusações.