Internet para Todos

Dependerá do poderio de visão e de articulação dos prefeitos da Região do Alto Tietê o sucesso do programa do Internet para todos, lançado pelo ministro Gilberto Kassab, de Tecnologia, Inovações e Comunicações, em Mogi das Cruzes. O plano do governo federal é levar a internet a um custo abaixo do mercado às milhares de pessoas residentes nos 40 mil pontos desassistidos do sinal de internet no País, incluindo nesse rol, os cantões de cidades como Biritiba Mirim, onde as pessoas mal podem contar com os telefones públicos.

“Na minha cidade, nem se fala em internet, as pessoas usam mesmo é orelhão”, disse o prefeito Jarbas Ezequiel de Aguiar (PV) no encontro entre o ministro e os prefeitos da Região, revelando a duríssima realidade desses locais, num tempo em que a maioria das pessoas se comunica por tecnologias móveis, como o celular e o whastapp. Hoje, uma grande parte das famílias desabilita os telefones fixos.

Há urgência das cidades em melhorar os sinais da internet, para atender bem ao cidadão, e mirar em algo ainda maior: a economia municipal, determinada cada vez mais pela capacidade do processamento dados e informações nos mais diversos segmentos (indústria, agronegócio, comércio e serviços).

Biritiba Mirim não está sozinha no vazio da exclusão digital. Alguns pontos de cidades como Mogi das Cruzes e Suzano, com territórios mais próximos da conurbada da Região Metropolitana de São Paulo, também não dispõem de uma boa cobertura de internet.

Esse programa do governo federal visa atender a população desprovida do sinal de internet, que poderão ser atendidas pelo satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas, lançado em maio passado, com capacidade para atender todo o território nacional.

E por que dissemos que a participação da Região nesse projeto dependerá dos prefeitos? Porque dependerá da vontade e da agilidade deles a definição e a aprovação da concessão de áreas estratégicas para a instalação da antena matriz que poderá captar o sinal dentro de um raio de 5 quilômetros, e redistribuí-lo a antenas menores, que poderão atender a grupos de moradores formados por um contingente de 100 a 300 residências.

Pelas previsões iniciais, esses grupos de moradores pagarão uma mensalidade de cerca de R$ 35,00, um valor menor do que o praticado pelo mercado por um sinal de internet entre 10 e 40 megabytes.

Esse programa responde a um dos impeditivos do desenvolvimento social e econômico dos mais prejudiciais para uma comunidade. Ao anunciar o Alto Tietê como alvo do projeto piloto, o Ministério de Tecnologia, Inovações e Comunicações dá um largo passo para o atendimento à Região. Mas, as prefeituras terão de fazer a parte que lhes cabe. E rápido: cavalo arreado não passa duas vezes diante de uma mesma pessoa.