CRIMINALIDADE

Isolamento ajuda a reduzir índices de criminalidade em Mogi

Atendimento continuará 24 horas, porém os delegados permanecerão apenas no distrito Central para dar início aos flagrantes. (Foto: Arquivo)

Os principais indicadores sobre a criminalidade recuaram na comparação entre março e abril na soma dos boletins de ocorrências registrados em Mogi das Cruzes – sendo que os números, embora oficiais não traduzem a realidade da violência porque muitas das violações de direitos não chegam a ser registradas. A comparação entre os dois meses, quando a pandemia alterou a rotina de circulação das pessoas e, também dos marginais, revela mudanças. Na cidade, dois carros são furtados ou roubados por dia. Reunidos todos os furtos e roubos, a média diária desse tipo de crime chega a 9.4.

A partir da segunda quinzena de março, o decreto da quarentena mudou procedimentos como o atendimento ao público nas delegacias, que se manteve, mas foi dada prioridade, desde então, aos registros por meio eletrônico.

Os números apontam redução em oito dos itens listados pelo levantamento, e a elevação em quatro deles – o total de homicídios dolosos, culposos em acidente de trânsito -, e o número de vítimas de homicídio doloso subiu de um para dois, entre os dois meses.

A marca mais forte foi a de roubos de carga, que saiu de zero, em março, para três, em abril.

Já nos colchetes com maior número de BOs, nota-se uma redução pouco mais acentuada, porém, não menos assustadora. O roubo de veículos decaiu de 19 para 10; os furtos, de 55 para 50. No quadrimestre, esses dois crimes fizeram, no total, 58 e 231 vítimas, apenas na cidade, um índice que monitora a facilidade com que os ladrões operam nesse tipo de delito.

Furtos de outras naturezas chegam a 142 em abril, contra 197 no período anterior; e o de roubos também retrocederam: 93 para 82.

Os casos de estupro recuaram de 13 para quatro, sendo três de pessoas vulneráveis, assim como os de lesão corporal dolosa (59 e 44), lesão corporal dolosa em acidente de trânsito (29 e 16) e lesão corporal culposa (12 e 11).

Neste ano, ainda não foi registrado latrocínio na cidade. Os dados estão disponíveis no site da Secretaria de Estado de Segurança Pública.


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