MÚSICA ERUDITA

Juliana D´Agostini e outros artistas se apresentam no palco do Sesi de Mogi

DESTAQUES A programação da mostra de música erudita apresenta Juliana D´Agostino, Marcelo Bratke e Coro de Câmara do Vale do Paraiba

A unidade mogiana do Sesi é uma das contempladas na segunda temporada da Mostra Sesi-SP de Música Erudita. Os concertos acontecem entre hoje e sábado. Na programação, Juliana D´Agostini, Marcelo Bratke e Coro de Câmara do Vale do Paraíba.

O objetivo da mostra, que contempla 15 unidades do Sesi no Estado,é dar oportunidade ao público de acesso gratuito às mais diversas expressões artísticas, visando formar e fidelizar um amplo número de espectadores e admiradores de diferentes vertentes musicais, democratizando o erudito.

“Valorizar a produção atual do cenário erudito revela toda a diversidade, não só de compositores estrangeiros como também os nacionais”, declara Ricardo Barros, analista de Atividades Culturais da área de Música do Sesi-SP.

A mostra também terá apresentação do Coro de Câmara do Vale do Paraiba, e propõe levar ao público toda a beleza e sonoridade da polifonia característica do gênero, desde sua forma mais pura e tradicional até as misturas harmoniosas de ritmos populares brasileiros, e até revolucionários. (Foto: divulgação)

Serão 45 apresentações no Estado e cada uma contará com shows de três séries distintas, todas exaltando a diversidade, importância da popularização, mescla com ritmos brasileiros e evolução do gênero e traçando também paralelos com a história da música.

A série Villa-Lobos e a Música Brasileira tem o intuito de mostrar, panoramicamente, a interferência do popular no “intocável” erudito. Com misturas na configuração do previamente visto como imaculado gênero, transformando e tornando democrático o classicismo musical das elites, efeito bastante promovido pelo gênio Villa-Lobos, falecido há 60 anos.

Enquanto os concertos de Viagem Através da Música levam os espectadores a um passeio sonoro e visual. Os musicistas passam pelo som alemão esmiuçado e detalhista, da era artística Rococó. Exploram a importância de Strauss e Mozart, gênios austríacos do século XIX. A excentricidade do som produzido por Astor Piazzolla também é carregada na bagagem cultural da série.

Por fim, Música Antiga: o início de tudo transporta o ouvinte aos séculos passados. A série é carregada com sonoridades trazidas de outros tempos, como cantos gregorianos e música sacra dos séculos III e IV. Autores renascentistas e a sonoridade hispânica surgem para expandir os horizontes do espectador, em relação à música erudita e suas fases ao longo do tempo.

A programação completa pode ser consultada no site sesisp.org.br/cultura/mostra-sesi-sp-de-musica-erudita.

O endereço do Sesi em Mogi das Cruzes é Rua Valmet, 171, no distrito de Braz Cubas. O telefone é o 4723-6900.

Programação

Juliana D´Agostini

29 de agosto, quinta, 19h

Ritmos populares brasileiros e eruditos ao piano

Unindo a graça de Liszt e a miscelânea de ritmos criados por Tim Maia, a pianista Juliana D’Agostini toca sucessos atemporais, intercalando o contemporâneo e o antigo, além de interpretar composições próprias.

Série: Viagem através da música

Marcelo Bratke

30 de agosto, sexta, 19h

Renomado pianista apresenta clássicos de Villa-Lobos e Nazareth

Em O Brasil de Villa-Lobos e Ernesto Nazareth, Marcelo Bratke traz um recital solo com as grandes composições dos artistas, repertório que traduz o início da miscigenação na música e na cultura brasileira ocorrida na primeira metade do século XX.

O músico nasceu com uma doença ocular rara que limitou sua visão a 2% e 7% em cada olho. Enquanto a visão não podia guiar seus gestos por completo, a audição aguçada, a memória e a sensibilidade para a música o aproximaram do piano. As referências de Chopin e o apoio dos maestros João Carlos Martins e Eleazar de Carvalho, somadas ao suporte da família, tornaram Marcelo Bratke um dos melhores pianistas de sua geração.

Série: Villa-Lobos e a música brasileira

Coro de Câmara do Vale do Paraíba

31 de agosto, sábado, 18h30

Abertura com a Camerata dos Núcleos de Música do Sesi-SP de Diadema, São Caetano do Sul e Jacareí

O Coro de Câmara do Vale do Paraíba conta cronologicamente a história da música sacra cristã fazendo o uso de composições históricas, como o canto gregoriano Ubi caritas, até a obra contemporâneo Alleluia, de Ralph Manuel. São também apresentadas composições do Padre José Maurício Nunes Garcia, considerado o primeiro compositor brasileiro, ainda no período colonial.

Em uma apresentação a capella, a relevância da música sacra cristã para os gêneros e estilos contemporâneos é levantada, discutindo também os elementos da música de Johann Sebastian Bach, por exemplo, e a moderna.

Série: Música antiga: o início de tudo


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