VIOLÊNCIA

Justiça concede prisão preventiva de enteado e tio suspeitos de matar e enterrar padrasto em Mogi

Corpo do padrasto foi enterrado no quintal da casa onde morava com o enteado. (Foto: Divulgação)
Corpo do padrasto foi enterrado no quintal da casa onde morava com o enteado. (Foto: Divulgação)

Envolvidos no assassinato de Genivaldo José de Jesus, de 54 anos, na manhã do último dia 8, uma tarde de sábado, na Estrada Das Esmeraldas, em Jundiapeba, o balconista Alexandre André Menezes Cardoso, de 42 anos, e o tio dele, o ajudante de motorista Marcelo Augusto Maria, de 53 anos, tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça em Mogi das Cruzes, a pedido do delegado titular César Donizeti Benedicto.

Marcelo já se encontrava na cadeia, pois ao ser capturado no dia 11, confessou o crime e foi levado ao 4º Distrito Policial. Ele disse que asfixou e agrediu a pauladas o seu padrastio Genivaldo depois de uma briga que surgiu por causa do dinheiro.

O crime foi praticado no sítio de Genivaldo, onde foi localizado enterrado no quintal. Na ocasião, o delegado César Donizeti suspeitou da atitude de Marcelo Augusto, sendo que por esse motivo após obter provas contra ele de que teria participado da execução, solicitou no Fórum de Mogi a expedição de mandado de prisão temporária.

Na Delegacia, Marcelo tentou se isentar do crime, porém ficou esclarecido que além de agredir a pauladas Genivaldo, ele também ajudou Alexandre a enterrar o corpo.

O delegado César Donizeti Benedicto designou durante Operação da Polícia Civil os investigadores Marcelo e Luis a cumprir o mandado de prisão temporária em desfavor de Alexandre, apesar de ele se encontrar recolhido na cadeia, pois por ocasião de sua captura dia 11 ficou esclarecido que o marginal já era foragido da Penitenciária de Mongaguá, no Litoral Sul, onde cumpria pena por roubo.

O tio dele, Marcelo, foi detido pela equipe formada por André (chefe), Dorgival e Carlos, em Jundiapeba. Ele está na Cadeia de Mogi. Segundo o delegado César, ao concluir o inquérito vai requisitar a prisão preventiva dos acusados por homicídio qualificado – meio cruel e que impossibilitou a defesa da vítima. A dupla ainda responderá por ocultação de cadáver.