BOMBEIROS

Lagos e represas apresentam riscos para banhistas; Mogi das Cruzes lidera casos de afogamentos no Alto Tietê

PERIGO Nesta terça-feira, muitas pessoas aproveitaram o calor para se refrescar na águas da represa do rio Jundiaí. (Foto: Eisner Soares)

Mogi das Cruzes registrou em 2019 o menor número de afogamentos dos últimos quatro anos, com 12 casos. No entanto, a cidade mantém-se no primeiro lugar no Alto Tietê neste tipo de ocorrência. Em toda a região, no ano passado, foram 33 casos nos oito municípios atendidos pelo 5º Batalhão. Os meses com maior incidência dessas ocorrências são dezembro e janeiro. Foram três em dezembro e cinco em janeiro últimos, só em Mogi.

Ontem, a reportagem percorreu alguns destes pontos e encontrou muitas famílias se refrescando em águas como as da represa do Rio Jundiaí, no distrito de Taiaçupeba, um ponto onde já ocorreram acidentes fatais.

Entre os casos de afogamento registrados no mês passado estão o do jovem aprendiz, de 18 anos, que morreu ao mergulhar em um dos lagos do Parque Centenário. Ele ficou submerso no local por cerca de duas horas, até ser resgatado por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Os locais com maior incidência de afogamentos são as represas do rio Jundiaí (Taiaçupeba) e Taiaçupeba (Jundiapeba/Estrada das Varinhas), Rio Tietê e lagoas.

Locais como lagos, lagoas e represas geralmente apresentam um risco ainda maior ao banhista, porque ele não sabe ao certo com o que vai encontrar no fundo desses locais, por isso geralmente são pontos proibidos. É comum encontrar submersos nesses locais areia, lama, pedaços de galhos e até de objetos descartados irregularmente que impossibilitam a vítima de se salvar. Além disso, eles podem ter redemoinhos, como o que causou o afogamento do ator da TV Globo, Domingos Montagner, de 54 anos, quando foi tomar um banho no rio São Francisco, após as gravações da novela Velho Chico, em setembro de 2016.

A orientação do Corpo de Bombeiros é para que, em caso de afogamento, o primeiro passo deve ser ligar para o Corpo de Bombeiros. Mesmo que alguém próximo à pessoa que está se afogando saiba nadar, é recomendado que não entre na água para fazer o salvamento, porque além da vítima estar bastante agitada e poder afundá-lo na hora do resgate, pode aumentar o número de afogados. O indicado é utilizar pedaços de pau, varas, um tambor ou objeto que possa boiar, cordas e também amarrar peças de roupas e fazer uma “teresa”.

Após isso, se a vítima for retirada da água, imediatamente deve ser verificada a frequência cardíaca dela. Se não houver, começar a massagem cardíaca com 100 compressões por minuto. Já se a vítima estiver respirando, mas desacordada, preservá-la até a chegada de um médico.

O Corpo de Bombeiros alerta ainda para a combinação entre bebida alcoólica e água, porque a embriaguez faz perder a noção do perigo. Após comer muito também não é indicado, porque pode causar congestão.

Em outubro último, Davi Ponce Regino, de 1 ano e 10 meses, se afogou ao cair em uma lagoa, na cidade de Biritiba Mirim. Ele chegou a ser socorrido com vida pela família e levado ao Hospital Luzia de Pinho Melo, onde morreu. O Corpo de Bombeiros orienta que os cuidados com os pequenos devem ser redobrados em locais com água, bem como eles não devem permanecer sozinhos em piscinas, mesmo as infantis.

Para quem vai fazer trilhas, a orientação é para que o aventureiro se manter afastado de costeiras e pedras e, caso sinta-se em perigo, não entrar em pânico e sim tentar boiar e pedir ajuda.

Bombeiros suspendem buscas na Serra do Mar

Após 20 dias, o Corpo de Bombeiros de Mogi das Cruzes encerrou em 27 de dezembro as buscas pela pensionista Iolanda Vieira dos Santos Miranda, de 62 anos. Ontem completou um mês que ela desapareceu depois de sair com o filho da casa onde moravam no Conjunto Residencial Cocuera, para fazerem a trilha da Pedra Elefante, na altura do quilômetro 41, da rodovia Mogi-Bertioga (SP 098), na Serra do Mar, no trecho de Biritiba Mirim.

O corpo do guarda municipal de Itaquaquecetuba, Cristiano Vieira Vicentino, de 43 anos, foi localizado no dia seguinte. Ele estava de sunga e para fora da água. O sepultamento dele ocorreu no dia 10 de dezembro no Cemitério da Saudade, em Braz Cubas.

Durante os 20 dias de buscas, os agentes utilizaram o helicóptero Águia da Polícia Militar, cães farejadores, além de andarem a pé pela pelas corredeiras da Serra do Mar, onde foram encontrados o celular e um tênis da vítima.

A ordem agora, segundo a corporação, é de retomar os trabalhos de buscas só se houver algum indício de onde o corpo possa estar.


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