CARTAS

Lei do Silêncio

Os moradores do bairro do Mogilar e do Novo Mogilar, principalnente os que habitam os conjuntos próximos à Avenida Cívica são totalmente solidários à Associação dos Moradores e Amigos do Parque da Cidade quando reivindicam o “respeito” a Lei Municipal do Silêncio em benefício das pessoas que trabalham, dos idosos, dos doentes e das crianças que moram nas imediações destes eventos absurdamente propostos e executados até altas horas, em flagrante abuso à Lei Municipal que regula a anomalia. E é muito pior a ilegalidade: quem transcride é o próprio poder público municipal, quando deveria dar exemplo. Aqui nos nossos bairros, não são diferentes as ponderações, as solicitações, as reuniões que sempre têm respostas caracterizadas de comemorações, júbilos, recepções, festas e nunca, parece, são levadas em consideração as familias que não dormem pelo elevado som e pela gritaria aglomerada principalmente transloucada do locutor, que parece estar em uma arena de rodeio. Nós vamos nos posicionar frente ao Ministério Público sobre isso e convidamos a Amaparque, se assim achar conveniente, subscrever a mesma petição. Desde a construção da Avenida Cívica e as aprovações de condominios residenciais no entorno dela, avisavamos que o local seria totalmente impróprio a tais comemorações, em flagrante confronto de cidadania. Por isso que exigir o “Estudo de Impacto de Vizinhança -EIV” é sumamente importante para a sociedade urbana, já que a regulamentação da Lei Federal “dorme em berço esplêndido” na nossa Câmara Municipal, tal e qual, no mesmíssimo parâmetro de descaso a Lei Municipal do Silêncio.
José Arraes
Associação dos Amigos do Bairro do Mogilar